30 de outubro de 2020
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Para Kemp aliança entre PT e PMDB é indigesta para ambos os partidos

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) afirmou na manhã de hoje que embora acredite ser pouco provável de se concretizar, a possível formação de uma chapa entre petistas e o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) do governador André Puccinelli, poderia trazer grandes empasses e recusas dentro do PT. “Aqui em Mato Grosso do Sul sempre existiu uma disputa acirrada entre PT e PMDB, sempre fomos adversários, por isso, creio que isso seria um fator desconfortante para ambos”, disse.Diante das constantes indefinições que ainda existem acerca de alianças e candidatos que disputarão as eleições de outubro, não se descarta a possibilidade da presidente Dilma Rousseff (PT) galantear Puccinelli para reforçar a candidatura de Delcídio no Estado, e dela mesma é claro, fazendo com que pela primeira vez em anos, um petista e um peemedebista estejam unidos lado a lado em um mesmo palanque. Mesmo que pouco provável, a possibilidade existe. Diante da gratidão de André Puccinelli pelos diversos investimentos do governo Dilma no Estado, assim como a indecisão do atual governador em se candidatar ou não ao Senado, e, por fim, a parceria PT e PMDB em esfera nacional, são fatores que podem influenciar o cenário sul-mato-grossense. Embora, a maioria dos petistas assim com Kemp, neguem esta teoria. “A Dilma já disse que não iria impor nada aos diretórios estaduais, ela nos deixará livre para formar nossas parcerias da melhor forma, respeitando as particularidades de cada região”, afirma. Para o deputado, munidos pela autonomia dada por Dilma, a recusa dos filiados do PT em se unir ao PMDB será praticamente unânime. “Esta é uma discussão difícil e arriscada. Creio que a maioria dentro do partido não receberia a ideia com os melhores olhos. Caberá agora a cada um iniciar as articulações, pois até o momento nada está definido”, completa. Clayton Neves