30 de setembro de 2020
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Para petistas uma das tarefas mais difíceis de Bernal é quebrar o monopólio peemedebista na Capital

Os deputados estadual Cabo Almi (PT) e federal Antônio Carlos Biffi fizeram uma análise  acerca da administração do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Para os deputados, passada a crise que foi o ano de 2013, uma das maiores e mais difíceis tarefas para o chefe do executivo municipal é procurar quebrar o monopólio criado pelo PMDB na Capital.

Para Biffi embora tenha boa vontade, devido ao enraizamento peemedebista gerado na Capital, o serviço desenvolvido por Bernal é mais árduo e complicado. “Não é fácil para o Bernal romper 30 anos do PMDB dentro de Campo Grande. O PMDB está enraizado dentro das instituições de Campo Grande e para o prefeito este processo é muito complicado”, afirma.

De acordo com Cabo Almi, um dos agentes facilitadores na difícil missão de Bernal é o apoio que o Partido dos Trabalhadores presta à gestão municipal. “O PT é o partido do povo, que anda junto e conhece de perto as necessidades da população. Sem dúvida o PT faz a diferença para o Bernal. Agora, cabe a ele mostrar serviço, até porque o povo não é bobo e mesmo com a influência do nosso partido e do Delcídio o serviço tem que ser feito”, relata.

Confiante no apoio político proveniente do PT e na influência que o partido tem, recentemente o prefeito Alcides Bernal tem alfinetado publicamente os peemedebistas declarando que diversos problemas existentes em Campo Grande se estendiam desde a administração de André Puccinelli, atual governador de Mato Grosso do Sul, e Nelson Trad Filho, pré-candidato do PMDB ao governo do Estado. Sobre a postura de Bernal, Cabo Almi foi certeiro. “Falar que não foi feito pode até ser legal, mas, fazer o que não foi feito sem dúvida é melhor ainda, e é isso que o Bernal tem que fazer, trabalhar”, conclui.

Clayton Neves