03 de agosto de 2021
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Para trazer Azambuja, PMDB precisa abrir de mão da candidatura de Simone ao Senado

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O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) conversou com a reportagem do Ms Notícias e fez uma análise sobre a possibilidade de se formar uma aliança entre seu partido e o PMDB. "O Nelsinho falou comigo no ShowTec e disse que gostaria de conversar conosco. Ficamos de agendar assim que ele retornar de viagem", disse Reinaldo. Segundo o deputado, não porque o PSDB se distanciou de uma aliança antiga com o PMDB em Mato Grosso do Sul que, hoje, tal parceria não poderia ser resgatada. "A política é a arte de se conversar e exitem vários cenários, várias possibilidades de alianças", afirma. Embora o discurso de Azambuja parece amigável, o deputado faz questão de deixar claro que para efetivar uma aliança seja com PMDB ou qualquer outro partido será preciso que o parceiro em questão abra espaço para o programa de governo do PSDB."Temos conversado muito com a população no Pensando MS e não se pode hoje falar em programa de governo para o Mato Grosso do Sul sem falar de saúde e segurança pública, por exemplo. O Estado não pode simplesmente dizer que a saúde é municipalizada e se isentar da responsabilidade. A responsabilidade é do Estado também". Segundo Reinaldo, o PSDB não irá abrir mão das prioridades de seu plano de governo para o Estado, e o deputado adianta que seja em uma candidatura ao governo ou ao Senado, a bandeira dos tucanos será mais investimentos em saúde e segurança. Outro ponto defendido por Azambuja que é distante da atual forma de gerir o Estado do PMDB, representado pelo governador André Puccinelli, são as políticas econômicas. "Tenho a convicção que um dos problemas a ser resolvidos é a questão tributária. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) tem que ser reduzido. O do combustível principalmente", defende. Para o deputado existem gargalos na economia sul-mato-grossense que permitem a desoneração. Azambuja avalia o alto valor do imposto como um dos impedimentos ao crescimento econômico do Estado. Além de divergências programáticas, o deputado federal Reinaldo Azambuja garante que para conquistar a simpatia tucana, o PMDB precisará ceder mais espaço e já avisa que não aceitará compor uma chapa como vice-governador. "Pela força e projeção política do PSDB não vamos disputar vice. Se o PMDB quiser compor uma chapa tem que abrir espaço na chapa majoritária", o que significa que o PMDB de Nelsinho está em um dilema político, pois abrir espaço neste caso pode ser traduzido como ceder a vaga de Simone ao Senado para Azambuja, contrariando o compromisso e a vontade de Puccinelli. Heloísa Lazarini