14 de maio de 2021
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Paulo Duarte descarta aliança entre PT e PMDB por conveniência partidária

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O presidente do diretório estadual do PT e prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, descarta fazer alianças por conveniências partidárias que não tenham o aval da população. De acordo com ele, a hipótese apresentada pelo deputado federal Fábio Trad (PMDB) de lançar o senador Delcídio do Amaral (PT) como vice do pré-candidato ao governo do Estado, ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), é absurda.

“Nem que a vaca tussa. Como é que vamos ser vice se estamos bem à frente? Em relação à aliança não descartamos nada, mas em nenhum momento foi cogitado isso (vice-liderança) pelo PT. O que se discute hoje é o contrário, com o Nelsinho vice. O que se discute é o interesse do PMDB em fazer conversão com o PT. Isso em nenhum momento foi cogitado e não há imposição do diretório nacional. Seria um disparate”, declarou.

Paulo Duarte ressaltou também que a reunião realizada entre ele o presidente nacional da sigla, Ruy Falcão, hoje em São Paulo só reforça a autonomia que o diretório estadual terá para definir as alianças partidárias. O objetivo é conciliar a pré-candidatura de Delcídio com o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Primeiro ele quis saber do cenário no Mato Grosso do Sul. Levei algumas pesquisas que o senador Delcídio tinha feito, principalmente qualitativas, mostrando o cenário eleitoral. E o mais importante, nas palavras dele, não haverá imposição da direção nacional em relação a alianças. Queremos conciliar os dois projetos, o da presidente Dilma sem deixar de lado a relevância que tem o projeto do senador Delcídio. Eu pedi para que seja deixado claro que vamos construir um leque de alianças que seja melhor para nós e em sintonia com o que a população pensa e deseja”, destacou.

Segundo o presidente do diretório estadual, o PT vai se espelhar nas eleições de 2012 em Campo Grande para não repetir os mesmos erros dos adversários do prefeito Alcides Bernal (PP) durante a campanha.

“Precisamos aprender com as alianças em 2012 na Capital. A população não entendeu o que foi feito e por isso quem não tinha, em tese, chance nenhuma foi eleito. Não pode ter só de conveniência, tem que estar sintonizado com a população. Quando faz alianças pensando somente em tempo de televisão, em trazer um número maior de partidos do seu lado, muitas vezes os partidos não estão alinhadas com o que o povo pensa. Agora não é o momento de definir as alianças, elas só começam a ser definidos em abril para frente”, pontuou.

Falta de sintonia - Paulo Duarte ainda desmente boatos de que partido estaria “fora de sintonia” e que o senador Delcídio estaria fazendo negociações de alianças individuais, principalmente com os tucanos. Segundo ele, o que acontece é incompatibilidade de agendas. “O que o Delcídio tem feito e eu também é dialogar com todos os partidos, inclusive o PSDB. Conversar não tira pedaço, ele tem boa relação pessoal com o Azambuja (Reinaldo, PSDB) e como com outros também. Não vamos nos isolar, vamos buscar o maior leque de partidos possível”.

Diana Christie