20 de outubro de 2020
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As pedras e espaços de cada um do tabuleiro da sucessão

Não mais que meia dúzia de partidos e personagens vão definir a distribuição das pedras no tabuleiro da sucessão em Mato Grosso do Sul. Isso, antes da última convenção, porque durante a campanha outras forças hoje em segundo plano terão peso diferenciado para dar o norte político-eleitoral da disputa. O governador André Puccinelli (PMDB) e o senador Delcídio Amaral (PT) são os principais vetores do processo. Na mesa das decisões que começam a amadurecer estão assentados e metidos em conversas – umas que se cruzam e outras que não se revelam - o deputado federal tucano Reinaldo Azambuja, o ex-governador Zeca do PT, o prefeito Alcides Bernal, a vice-governadora Simone Tebet, o ex-prefeito Nelson Trad Filho, o prefeito douradense Murilo Zauith, o deputado Londres Machado e o presidente regional do PDT, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas, João leite Schimidt. Há outro contexto de forças que podem ser determinantes, como o senador Waldemir Moka – sobretudo se for confirmado como ministro da Agricultura –, o deputado federal Edson Giroto (PR) e o juiz federal Odilon de Oliveira, até aqui uma das novidades  de maior repercussão na temporada de pré-convenções. Filiado ao PDT, pode ser um dos melhores trunfos do partido para o projeto de ampliar sua representação parlamentar. andré puccinelli 5 Puccinelli tem a seu dispor três lances para engendrar o ataque à rainha e dar o xeque-mate: lançar candidatura própria do PMDB ao Governo, aliar-se ao PT ou repatriar o PSDB de Azamnbuja. Em todas as três opções, o poder de fogo só será impactante mesmo se Puccinelli comparecer como postulante ao Senado, protagonista e não figurante, pedindo votos para seu candidato a governador, seja um correligionário (Nelsinho Trad ou Simone Tebet), um adversário (o petista Delcídio) ou um ex-parceiro (Azambuja, do PSDB). Delcídio tem o condão singular de esperar a hora certa para fixar-se na rotina estatutária do PT. Antes de submeter suas expectativas e iniciativas ás plenárias dentro das instâncias deliberativas do partido, cuida de aproximar-se de todos os partidos e não exclui interlocuções. Terá, até às convenções, um bom suprimento de arrazoados para apontar táticas e estratégias de sua campanha num contexto de unidade partidária, até porque tem o ex-governador Zeca como aliado firmado e definido. De Londres a Moka, de Schimidt a Murilo, as mexidas e participações efetivas do oficialato e demais escalões a serviço das candidaturas majoritárias só ganharão visibilidade quando as duas maiores expressões políticas e eleitorais da sucessão estadual derem o sinal. Edson Moraes, especial para MS Notícias