22 de maio de 2022
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Por transparência ou desconfiança, Câmara quer TJMS, OAB e MPE acompanhando Comissão de Ética

A questão da isenção para julgar os vereadores investigados esbarra na fala emblemática do vereador Carlão, um dos investigados: “Vereador Gosta de Vereador”.

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Sob a desconfiança da população, a Câmara irá investigar desvios éticos dos vereadores envolvidos na Operação Coffee Break, que investiga a compra de votos para a cassação do prefeito Alcides Bernal. Ainda que os membros da Comissão de Ética recém-formada não tenham sido conduzidos coercitivamente para prestar depoimentos no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o presidente da Casa, Flávio César (PTdoB) visita nesta manhã a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional de Mato Grosso do Sul (OAB) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), para convidar estes órgãos a participarem da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Campo Grande. Flávio já havia feito o convite ao Ministério Público Estadual (MPE).

A Comissão é presidida pelo Professor João Rocha (PSDB), tem como vice Chiquinho Telles (PSD) e os membros Ayrton de Araújo (PT), Herculano Borges (SD) e Vanderlei Cabeludo (PMDB). Dos cinco participantes, apenas Ayrton de Araújo votou contra a cassação de Bernal.

Serão investigados os vereadores que prestaram depoimentos no Gaeco, como suspeitos de envolvimento no recebimento de vantagens ilícitas: o presidente afastado da Câmara, Mario Cesar (PMDB), o líder do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar), Edil Albuquerque (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Chocolate (PP), Edson Shimabukuru (PTB), Gilmar da Cruz (PRB) e o ex-secretário de Saúde do Município na gestão Olarte, vereador Jamal Salém (PR).