27 de janeiro de 2021
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PT afasta possibilidade de rompimento com Bernal e vereador diz que recorrerá até à “ONU”

A bancada do PT (Partido dos Trabalhadores) na Câmara Municipal afastou a possibilidade de rompimento com o prefeito Alcides Bernal (PP) levantada pelo deputado federal Vander Loubet (PT) durante reunião da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) na manhã de ontem.

“O Vander não manda no PT. Cabe ao PT municipal discutir se apoia ao Bernal. Estamos em primeiro lugar a favor da democracia do Estado de direito. O PT não tem dono, portanto a decisão do PT é contra o golpe e a favor da vontade popular”, declarou Zeca do PT.

O líder do prefeito, vereador Alex do PT, afirmou que as críticas feitas por Vander refletem apenas aspectos da gestão de Bernal e evitou fazer projeções caso o prefeito seja cassado. “Isso tem que ser separado. Uma coisa é discutir a gestão, discutir com Bernal o melhor encaminhamento da administração. Não trabalho em cima de hipótese, agora projetar qualquer decisão futura é leviandade. Campo Grande irá perder. Sempre tem o depois, agora é a hora da defesa da democracia”.

Alex ainda defende que o partido precisará de “paciência histórica”, pois a gestão de Bernal possui “tropeços” comuns a todos os inícios de governo.  “Foi assim com o governador André Puccinelli (PMDB). Foi assim com o presidente Lula (PT)”, justificou.

Ayrton Araújo (PT) afirmou não compreender os motivos de Vander ter declarado que chegou ao limite com a gestão de Bernal e que a base conseguirá entre 10 e 11 votos para barrar a cassação. “O senador Delcídio (do Amaral, PT) está na dele. O Vander eu não sei porque ele está contra agora porque ele fez o movimento lá atrás para manter o prefeito. No meu ponto de vista o PT está na base e contra a cassação”, finalizou.

Prefeito vai recorrer até a última instância – Deixando no ar que o prefeito pode conseguir decisão judicial que suspenda a sessão de julgamento, o vereador Alex do PT declarou que Bernal irá recorrer até a última instância. “Vamos disputar esse mandato até na ONU (Organização das Nações Unidas)”.

Diana Christie