24 de janeiro de 2021
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Puccinelli convoca reunião às pressas com bancada federal do PMDB

O governador do Estado, André Puccinelli, principal liderança do PMDB em Mato Grosso do Sul, convocou na noite de ontem uma reunião com a bancada federal do partido para discutir "assuntos que ele considera convenientes de serem tratados no momento". A informação é do presidente regional do PMDB, deputado estadual Junior Mochi, que confirmou ao MS Notícias o horário da reunião, hoje às 16h. Mochi adiantou que não participará do encontro.  A princípio, está confirmada a presença do deputado federal Geraldo Rezende, do senador Waldemir Moka e do governador André Puccinelli. A assesssoria de imprensa do deputado federal Marçal Filho confirmou que ele está em Brasília e deve vir até Campo Grande para participar da reunião. page "O André mesmo quem convocou a reunião. Ele falou diretamente com os membros da bancada federal do partido", afirma Mochi. Embora o conteúdo da reunião ainda não tenha sido divulgado, uma das possíveis pautas seja a candidatura de André ao Senado, que ganhou força nos últimos dias, em especial depois do anúncio de que a presidente Dilma Rousseff (PT) virá a Campo Grande para discutir com o governador a aliança entre PT e PMDB no Estado. O vice-presidente do PMDB, Esacheu Nascimento, desconversou sobre o assunto e questionado sobre o possível teor da reunião, foi enfático e fez questão de ressaltar que caso fosse uma reunião de cunho político, André certamente convocaria todos os membros do PMDB. "Entendo que o governador pode conversar na hora que ele quiser com quem ele quiser. Porém creio que a pauta desta reunião não seja assunto político partidário, pois caso fosse os demais integrantes do partido deveriam também ser convocados. Talvez seja apenas assunto político administrativo." Um dos fatores que causou estranheza aos peemedebistas é o fato de terem sido convocados apenas os membros da bancada federal. Afinal, são exatamente as pessoas mais indicadas para convencer o governador a encarar a disputa ao Senado. Caso Puccinelli saia ao Senado, além de fortalecer a candidatura de Nelsinho Trad, ele irá garantir uma parcela considerável de votos para a presidente Dilma, com quem já se comprometeu a apoiar. Em setembro de 2013, em entrevista ao MS Notícias, Puccinelli brincou e disse: "Se depender do Andrezinho aqui, a presidente Dilma já está eleita. Eu sozinho consigo todos os votos suficientes". Para o PMDB, a candidatura de André pode ser interpretada sob dois aspectos. Em um cenário otimista, André além de vencer e somar mais um nome do partido no Senado, certamente irá angariar votos para Nelsinho, o que pode ser decisivo para vitória do ex-prefeito da Capital. Além disso, Puccinelli continuaria desfrutando da simpatia da presidente Dilma por cumprir sua promessa e conquistar votos suficientes para ela se eleger em Mato Grosso do Sul. Com isso, no plano peemedebista, os investimentos para o Estado se mantêm generosos, como foi o caso do pacote do MS forte II, lançada ano passado, que trouxe R$ 3,2 bilhões de investimentos para Mato Grosso do Sul. E desta forma, caso Nelsinho se eleja, ele poderá escrever seu nome com o sucessor ideal de Puccinelli. Diante de tais aspectos, André candidato ao Senado, é só alegria dentro do partido, ou pelo menos para maioria dos membros. Talvez, a única pessoa a não comemorar será a vice-governadora Simone Tebet, que terá de adiar seu sonho de se tornar senadora e seguir os passos de seu pais, ex-senador, Ramez Tebet. Agora, pode ser também que a conversa entre Puccinelli e a bancada federal seja apenas para avaliar outros quadros como a possibilidade de trazer o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) para perto do PMDB dando a ele  a vaga de senador. Já que é para sacrificar Simone, que seja para conquistar a vitória seja com André ou com Reinaldo. Heloísa Lazarini e Clayton Neves