04 de agosto de 2021
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Reinaldo Azambuja descarta aliança forçada entre PT e PSDB e garante que está avaliando outros nomes

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O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) começa a dar sinais de que a aliança entre petistas e tucanos em Mato Grosso do Sul deve mesmo continuar na esfera do diálogo. Ao que tudo indica, Reinaldo e o PSDB começam a avaliar o cenário político sul-mato-grossense de forma mais ampla, considerando, inclusive, novos nomes que até então estavam encobertos pela sombra do senador Delcídio do Amaral (PT) e do ex-prefeito da Capital, Nelson Trad Filho (PMDB), ambos pré-candidatos a governador pelos seus partidos.Reinaldo afirmou, hoje pela manhã na abertura da Showtec em Maracaju - distante 162 km de Campo Grande - que um casamento forçado não irá acontecer. "Casamento forçado não existe, por isso, quanto mais opções de nomes eu tiver, mais projetos serão observados e isso é positivo", afirma. Azamubja garantiu que o PT não vai conseguir forçar uma aliança com seu partido. Até porque, embora os dirigentes nacionais das duas siglas tenham se manifestado abertos ao diálogo sobre a possibilidade de união, a militância tucana e petista é majoritariamente contrária a isso. "Eu mesmo já conversei com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula (ambos do PT). O nosso líder nacional, o senador Aécio Neves também comunicou que deixará que o diretório estadual em Mato Grosso do Sul decida quais alianças estabelecer, mas mesmo assim, embora eu tenha uma boa conversa com Delcídio e existam afinidades, ainda não está nada decidido e não podemos fazer um casamento na marra", explica Reinaldo. Diante desta nova perspectiva, Azambuja passa a considerar outros nomes como do juiz federal Odilon de Oliveira, recém filiado ao PDT (Partido Democrático Trabalhista), que, conforme intenção do presidente estadual da sigla, João Leite Schimidt, deve sair candidato ao governo do Estado, enfrentando Delcídio e Nelsinho, o que certamente, provocaria um segundo turno. "O Odilon é um bom nome. Tenho certeza que com ele, o povo de Mato Grosso do Sul seria bem defendido", afirma Azambuja. Heloísa Lazarini e Tayná Biazus