01 de outubro de 2020
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Representação da bancada federal do PT contra juíza desagrada até vereador petista da Capital

O pedido de representação disciplinar protocolizado esta semana no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em desfavor à juíza Tânia Garcia Borges após a “guerra de liminares da Câmara” na semana passada, tem gerado divergências entre as esferas municipal, estadual e federal do PT (Partido dos Trabalhadores).

airton do pt

O vereador Ayrton Araújo do PT relata que a ação contra a juíza não era necessária e avalia a atitude como individual e particular da bancada federal. “Creio que não era pra tanto, afinal, a juíza tem o direito de atuar como achar correto, isso mostra que está havendo muitas interferências entre os poderes e não pode ser assim. Judiciário, executivo e legislativo são poderes distintos”, afirma.

O vereador lembra também da necessidade de diálogo aberto entre os deputados federais, senadores e o legislativo municipal e estadual nas tomadas de decisões. “A bancada municipal do PT pouco tem falado com a bancada federal, não existe uma conversa, decisões como essa já chegam decididas e com o martelo batido”, disse.

Assim como Ayrton, o também vereador Zeca do PT e os deputados estaduais petistas Pedro Kempe Cabo Almi relatam não terem sido informados previamente sobre a decisão. Sem muitas declarações, ambos avaliam a atitude como individual da bancada federal. “Não fomos comunicados, então, cabe a eles decidirem o que é melhor e prefiro não interferir”, conclui o deputado Cabo Almi.

Clayton Neves