14 de maio de 2021
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Shimabukuro demonstra insatisfação e base começa a rachar

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Pouco tempo após retornar à base de sustentação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), o vereador Edson Shimabukuro (PTB) já demonstra sinais de insatisfação diante da falta de autonomia do diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Jean Saliba, que, segundo Shimabukuro, está de mãos atadas.

“Ele (Bernal) prometeu dar autonomia, dar condições para a gente trabalhar. Ele precisa deixar a gente colocar a equipe. A gente está tentando e ele está segurando. O trânsito não espera. Enquanto isso as pessoas continuam sofrendo acidentes, se machucando. A gente não está prometendo milagre, mas queremos melhorar o trânsito de Campo Grande”, declarou.

Após votar a favor da Comissão Processante que investigou possíveis irregularidades na administração de Bernal, Shimabukuro retornou à base em troca da indicação de Saliba para a Agetran. O diretor-presidente tomou posse há pouco mais de um mês, mas ainda não conseguiu colocar seus projetos em prática.

“Temos uma imensa equipe técnica. Podemos contribuir com o prefeito. O Jean assumiu a Agetran no dia 26 de dezembro, mas até agora a gente não pode colocar um plano de ação em prática. Queríamos emergencialmente sinalizar vertical e horizontalmente em frente a todas as escolas porque ia iniciar as aulas. Não pudemos fazer isso porque não teve investimento necessário. Temos aí o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2 que está vindo para cá, dinheiro que a gente pode usar para melhorar o trânsito e o transporte”, reclama o vereador.

Shimabukuro também acusa o prefeito de dar atenção demasiada para as críticas, ao invés de respondê-las com demonstrações de seu trabalho. Segundo ele, Campo Grande é o único município do Estado autossustentável economicamente, com condições financeiras de implementar diversos projetos.

“O pessoal fica falando ‘deixa o homem trabalhar’, a gente já usa ‘homem, vamos trabalhar junto’. Aí acaba toda essa oposição. Está aí a turma do PMDB que era aliado, que ficou mais de 20 anos no poder e fizeram a maioria na Câmara. E eles estão cobrando, qualquer erro vão cair em cima. Basta a gente trabalhar que vai acabar. E não ficar contestando essa pessoas. É só ficar quieto e vai trabalhando”, acrescentou.

Diana Christie