27 de setembro de 2020
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Situação da Câmara está solucionada, afirma Mário César

A desapropriação do prédio da Câmara de Vereadores trouxe ao plenário debates. De acordo com o vereador Paulo Siufi (PMDB), a vereadora do PPS Luiza Ribeiro teria dito à imprensa que a desapropriação do prédio seria uma manobra para que o aluguel não fosse pago, o que causou a revolta dos parlamentares.

Siufi é ex-presidente da Casa e afirma que não foi dado o calote na empresa Haddad Engenheiros Associados. O aluguel deixou de ser pago pois não havia contrato de locação estabelecendo os pontos, sendo assim, o pagamento seria ilegal. “Fomos tratados de forma vulgar, como saco de batatas, com a indecisão de onde seria a Câmara”, disse referindo-se a possível mudança de local da Casa de Leis que poderia ter acontecido.

O atual presidente da Casa de Leis, Mário Cesar (PMDB), afirma que o atual valor apontado para a desapropriação do prédio, que chega a R$ 10,4 milhão é justa e real. “Foi feita essa avaliação e a empresa pode disponibilizar de 80% desse valor pra enfim, fazer a emissão da posse do prédio, uma vez que a posse já é tácita”.

Após essa avaliação feita pela própria prefeitura, em R$ 10,4 milhões, o prédio da prefeitura está passando pelo processo de desapropriação e após o pagamento do valor na Justiça será então discutido os alugueis atrasados.

Em relação aos alugueis, Mário César relembra que a Haddad somente entrou na justiça após o atraso de 60 meses do valor. “Estava atrasado desde 2005 e somente em 2010 entraram com a ação de despejo. Porque isso? Porque não cobraram após um mês de atraso? Ninguém fica tanto tempo sem cobrar aluguel”.

A revolta dos vereadores se da também ao fato de todos serem taxados como “caloteiros”. O presidente afirma que isso gera grande desconforto, pois, os vereadores não tem responsabilidade sobre o pagamento que não foi realizado. “A Câmara sempre foi o terceiro interessado, nós tentamos ingressar no processo pra achar solução, fomos ao MPE (Ministério Público Estadual) no ano passado para fazer intervenção. Fizemos audiência com prefeitura e não conseguimos o êxito sobre tudo isso. De qualquer maneira isso agora está resolvido”.

Com a desapropriação do prédio, na visão de Mário, os vereadores irão trabalhar melhor, não havendo nenhum tipo de embate, ficando tudo mais fácil.