21 de outubro de 2020
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Vereadores fazem tumulto por tempo usado na palavra livre

Os vereadores provocaram um tumulto hoje na Câmara Municipal por causa do tempo destinado à palavra livre. Paulo Pedra (PDT) discursava sobre a necessidade de um reforço na segurança da cidade quando pediu para continuar seu discurso por mais três minutos, causando polêmica sobre a condução dos trabalhos.

O pedido foi baseado no regimento interno da Casa de Leis que permite o uso da tribuna por até dez minutos, mas causou discussão por causa de um acordo entre os líderes das bancadas que estipulou sete minutos para cada parlamentar.

Elizeu Dionísio (SDD) voltou ao plenário para acusar Paulo Pedra de usar o regimento apenas quando lhe convém e transformou a discussão em partidária quando criticou a postura do vereador que migrou para a base do prefeito Alcides Bernal (PP). “Se hoje ele está na base de Bernal quem ajoelhou foi ele”. Irritado, Pedra rebateu que o vereador ficasse no plenário para ouvi-lo.

Para acalmar os ânimos, o presidente da Casa, vereador Mario Cesar (PMDB), concedeu dez minutos regimentais ao vereador e questionou o próximo inscrito, vereador Coringa (PSD), sobre qual acordo pretendia usar.

Após a confusão, o vereador Paulo Pedra (PDT) criticou a atitude do vereador Mario Cesar que resistiu em conceder o tempo estipulado no regime interno. “O presidente tem que presidir. Ele não está presidindo. Ele está tomando o lado da oposição. Ele tem que ser magistrado e deixar a oposição e a situação fazer o debate que é natural”, criticou.

A sessão terminou por volta das 12h e nenhum dos projetos em pauta foram votados, pois ninguém pediu pela prorrogação da sessão.

Diana Christie