22 de maio de 2024
Campo Grande 28ºC

ALIADO PRECIOSO

Vídeo: em sigilo, condenado por corrupção pede voto ao Capitão

Ex-prefeito envolvido em escândalos e rasteira em aliado, defende Contar

A- A+

O pastor Gilmar Olarte, ex-prefeito de Campo Grande, afastado após trama para derrubar seu vice, Alcides Bernal (cassado). Também envolvido em agiotagem com cheques de fiéis, preso no dia 5 de maio de 2021, declarou apoio à candidatura de Capitão Contar (PRTB) no 2º turno das eleições 2022

Em vídeo em grupo de WhatsApp, o pastor pede sigilo para a sua manifestação, orientando os seguidores a compartilhem o vídeo apenas com “pessoas de confiança”:  — Meus irmãos e amigos, aqui é o Gilmar Olarte, e eu peço que vocês mandem esse vídeo pra todo o nosso pessoal. Não é compartilhar, só manda para quem é da nossa confiança. Eu quero pedir pra vocês votarem no Capitão Contar para governador. A Iara, vocês lembram? Foi meu braço direito na prefeitura, é uma amiga de confiança a quem sou muito grato (sic) — diz Olarte.

O nome a quem Olarte se refere é Iara Diniz Contar, esposa do Capitão Contar. Iara foi aliada de primeira hora do ex-prefeito preso. Ela também foi candidata a deputada estadual e recebeu 9.502 votos, nas eleições deste ano, ficando como suplente.

— Não tenho dúvida de que com Contar governador, eles vão me ajudar a fazer justiça. Peça pra cada amigo, cada parente o voto de confiança no Capitão Contar. Votar no Capitão Contar, número 28, é estar votando em mim. A paz do senhor Jesus, conto com vocês. Dia 30 Capitão Contar governador do Mato Grosso do Sul (sic) — completa. Eis o vídeo: 

Olarte foi investigado pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O político, junto com um assessor especial, foram acusados de participar de um esquema em que pediam cheques em branco a fiéis da igreja onde Olarte era pastor para pagar as despesas da campanha eleitoral de 2012.

Os investigadores descobriram que as folhas em branco eram obtidas em troca de promessas de que essas pessoas seriam beneficiadas com cargos na administração municipal. Entretanto, os valores eram repassados para agiotas e ficavam sem fundo quando iam ser descontados.

O ex-prefeito foi condenado a oito anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Atualmente, ele cumpre pena em regime semiaberto.