29 de maio de 2024
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Assassino de creche em Blumenau apoia o bolsonarismo

Criminoso também deixou mensagem enigmática à suposto 'comandante do ataque'

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Internautas apontaram nesta 4ª.feira (5.abr.23), o perfil no Facebook de Luiz Henrique de Lima, o assassino que invadiu e matou 4 crianças numa creche em Blumenau (SC).

Pelo horário da publicação, os usuários dizem que o criminoso mandou mensagens para um suposto grupo, após matar cruelmente quatro crianças que brincavam no parquinho da creche particular Cantinho do Bom Pastor, em Blumenau. O assassino Luiz de Lima publicou uma mensagem enigmática em suas redes sociais.

“Policial Fábio Matos que comandou o ataque, resistência manda um salve”, afirmou Luiz de Lima em publicação no Facebook. Eis o post: 

E, nas postagens mais recente feita pelo perfil relacionado à Lima, há vídeo com um trecho do filme “300 de Esparta”, além de uma publicação evidenciando a situação financeira da Venezuela. Noutras, o perfil demonstra-se apoiador da ideologia do bolsonarismo, que coaduna ideiais de extrema direita: armamentistas, radicais religiosas e preconceituosas.

Numa das postagens, o perfil relacionado à Lima compartilha uma foto do Deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro (PL), alisando fuzis em crítica a Venezuela. Eis o post:  

Num print feito no final de 2018, na página "Bolsonaro Blumenau", Lima celebrava figuras da extrema direita que na época estavam no poder. Ele relacionou um mosaico que tinha Bolsonaro na primeira imagem, com o filme Avengers (Vingadores, em tradução livre).  Eis o post: 

Um ano antes, Lima já fazia campanha para o então canditado à presidente Jair Bolsonaro. Eis o post:  

Após o ataque nesta manhã, porém, o ex-presidente Jair Bolsonaro se pronunciou no Twitter pedindo que seja feita justiça sobre o caso. "Que a justiça dos homens seja feita de forma implacável", escreveu.

O assassino trabalhava há 4 meses fazendo entregas — delivery — como motoboy para uma rede de mercadinhos local, muito conhecida em Santa Catarina. Um responsável pela filial contou à reportagem que o homem, definido como "calmo e calado", não aparecia no trabalho há duas semanas. Ele usou a moto para chegar até a creche e, depois, para ir até o quartel da Polícia Militar, onde se entregou.

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