14 de agosto de 2020
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Consumo de peixe no MS está 66% abaixo do recomendado pela OMS

O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, Luiz David Figueiró, esteve na Assembleia Legislativa na manhã de hoje para divulgar a “10ª Semana do Peixe” que acontece de 01 a 15 de setembro. As comemorações objetivam disseminar a cultura do consumo do peixe no Estado.

“Em Mato Grosso do Sul, o consumo de peixe não chega a 4 kg per capita. O ideal recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 12 kg e a média nacional é de 9 kg per capita”, explica Figueiró. Segundo ele, já foram liberados R$ 5 milhões em créditos para mudar essa realidade.

Figueiró afirma que o grande desafio para mudança nesse cenário é a organização da cadeia produtiva, desde a pesquisa, passando pela assistência técnica, crédito, licenças ambientais, comercialização e também a questão cultural. “Precisamos desmitificar a ideia de que peixe tem espinho e a pessoa vai morrer engasgada. As crianças precisam consumir o pescado. Não é parar com as outras carnes. Tem que comê-las também. Mas o ideal é que se consuma pelo menos um quilo por mês do pescado”, declarou.

O superintendente informou que no dia 13 de setembro, uma caravana se reunirá no Sebrae com o Banco do Brasil, a Agraer (Agência Desenvolvimento Agrário E Extensão Rural) e outras entidades, para receber projetos que incentivem a produção do pescado e a construção de parques aquícolas no MS. “A meta para o Estado é de 1600 contratos. Temos apenas 250 por enquanto”, lembrou.

O Ministério da Pesca e Aquicultura liberou R$ 4,1 bilhões para incentivo da pesca no Brasil todo. No MS, o superintendente conta que já foram cedidas máquinas para a construção de tanques escavados, além de cursos para treinamento de técnicos e incentivo para que as prefeituras criem o setor de pesca em seus municípios. “Não tem por que criar peixe no Pantanal. Em Israel, eles criam peixe sem água. Eles reutilizam água da chuva”, completou.