27 de novembro de 2020
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Rotatória da Mato Grosso será trocada por semáforo

Diana Christie

Em audiência pública para discutir a organização e fluidez no trânsito na rotatória da Via Park, promovida pelo vereador Edil Albuquerque (PMDB), a diretora-presidente da  Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) Katia Castilho anunciou que a rotatória que fica na confluência das avenidas Mato Grosso e Nely Martins será trocada por um semáforo de três tempos até o fim deste mês.

“O projeto está com o Semy (Ferraz, secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) para fazer a obra. Não é que vai acabar com os problemas da rotatória, mas vai diminuir o tempo de espera”, explicou. Segundo Kátia, esta é apenas uma medida provisória Ela conta que um projeto de longo prazo para a construção de um viaduto está pronto e que agora o município tenta conseguir recursos federais do PAC 50. “Estamos só aguardando a visita da presidente”, esclareceu.

A discussão levantada pelo vereador Edil Albuquerque é em decorrência do aumento no fluxo de carros naquela região. Segundo ele, os dois hospitais das proximidades serão ampliados e terão mais de 400 leitos. “A nossa preocupação é o adensamento de empresas e, consequentemente, de carros. Está dificultando a mobilidade da rua. É preciso tomar medidas urgentes”, defendeu.

A vereadora Carla Stephanini (PMDB) pediu a palavra por três minutos para se solidarizar à causa. “Trabalhei muitos anos no Parque dos Poderes e vivenciei esse problema de perto”, contou. Ela também ressaltou a importância da audiência já que o empréstimo aprovado pelo legislativo municipal para investimentos em mobilidade urbana não contemplou a avenida.

O deputado estadual Lauro Davi (PROS), vice-presidente da Comissão de Serviço Público, Obras, Transporte, Infraestrutura e Administração, destacou que a medida paliativa ajuda, mas não pode ser definitiva. “Tem que se pensar num projeto, ainda que caro, ainda que polêmico, que possa durar 30 anos”, disse.

O diretor do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) Valter Cortez ressaltou que, ainda assim, é preciso incentivar o uso de vias alternativas. “Falta indicativos para a sociedade de vias alternativas, de modo que possa desafogar onde passa o transporte coletivo”, afirmou.