27 de novembro de 2020
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Fim das fakes news: Facebook aceita auditoria para combater desinformação

Empresa anunciou que começará a marcar se uma publicação é conteúdo fake ou não

O Facebook disse na 2ª-feira (29.junho) que se submeterá a uma auditoria que vai avaliar a atual política de anúncios, conteúdo pago e controles de segurança de marca.

A medida é uma tentativa de apaziguar o crescente boicote publicitário à plataforma, enquanto se prepara para se dirigir a um grupo de anunciantes nesta 3ª-feira (30.junho).

A medida ocorre após grandes anunciantes, como Unilever e Starbucks, assinarem a campanha "Stop Hate for Profit"("Dê um Basta no Ódio por Lucro", em tradução livre), iniciada por grupos de direitos civis dos EUA, que pedem que as marcas interrompam seus anúncios no Facebook em julho para pressionar a gigante de mídia social para fazer mais para acabar com o discurso de ódio. Os organizadores do movimento pretendem conquistar apoio global.

O Media Rating Council (MRC), empresa de medição de mídia, conduzirá a auditoria para avaliar como o Facebook protege os anunciantes de aparecerem ao lado de conteúdo nocivo e a precisão dos seus relatórios em determinadas áreas.

"Compartilharemos uma atualização sobre o escopo e o cronograma desta auditoria, assim que esse trabalho for finalizado com o MRC", disse o Facebook em publicação no blog da empresa.

"Como parte de nosso compromisso contínuo com a transparência, pretendemos incluir a prevalência de discurso de ódio em nossos relatórios ao longo do próximo ano", disse a empresa referindo-se ao relatório trimestral de aplicação de políticas internas.

Segundo a agência Reuters, Carolyn Everson, vice-presidente de soluções de marketing global do Facebook, deve dirigir-se a um grupo de anunciantes nesta terça, de acordo com um executivo de uma agência de publicidade que estará presente.

O QUE O FACEBOOK TEM FEITO

Na sexta-feira (26), o Facebook anunciou que começaria a rotular publicações com potencial de causar dano ou desinformação.

O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, também disse que vai proibir anúncios que digam que "pessoas de raças, etnias, nacionalidades, religiões, castas, orientações sexuais, identidades sexuais ou status de imigração específicos" são uma ameaça aos demais.

Com uma perda de US$ 56 bilhões (R$ 306,8 bilhões) do valor de mercado do Facebook na última sexta, quando as ações caíram 8% na bolsa de Nova York, Zuckerberg viu sua fortuna diminuiu em US$ 7,2 bilhões (R$ 39,4 bilhões), segundo a agência Bloomberg.

Fonte: G 1