16 de agosto de 2022
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RIO DE JANEIRO

Jerominho morre após ser baleado em Campo Grande (RJ)

Apontado como um dos fundadores da milícia 'Liga da Justiça', ex-vereador foi atingido na perna e no abdômen. Cunhado dele também foi baleado no ataque e está hospitalizado.

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O ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como Jerominho, morreu após ser baleado na Estrada Guandu do Sapé, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira (4). A informação foi confirmada pelo advogado da família e pela Polícia Militar.

O cunhado dele também foi baleado e está internado no Hospital Rocha Faria, com quadro estável.

Jerominho é apontado como um dos fundadores de uma milícia que atua na Zona Oeste da capital. Ele foi atingido na perna e no abdômen e levado para o Hospital Oeste D'Or.

QUEM É JEROMINHO

Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, foi vereador do Rio de Janeiro, pelo PMDB, por dois mandatos, entre 2000 e 2008. Em 2004, foi eleito com 33.373 votos, e em 2000, com 20.560.

Contudo, um ano antes de terminar seu segundo mandato na Câmara Municipal do Rio, ele foi preso e permaneceu em penitenciárias federais por 11 anos.

Em 1998, ele tentou uma vaga de deputado estadual, mas com 18.152 votos não conseguiu ser eleito. Ele concorreu pelo PSC.

O ex-parlamentar foi um dos 227 indiciados na CPI das Milícias, que chegou ao fim na Alerj em 2008 e foi um marco contra o crime organizado no Rio.

Ao lado do irmão, o ex-deputado Natalino Guimarães, Jerominho é apontado como um dos criadores da milícia Liga da Justiça, que atua em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Na década de 70, os dois eram policiais civis.

Jerominho foi solto em 2018, após ser absolvido pelo último processo que respondia na época, em que era acusado de tentar matar um motorista de van em junho de 2005.

No final de 2020, a Polícia Federal fez uma operação que teve a família Jerominho como alvo. A investigação descobriu que a família queria ocupar postos no Executivo e no Legislativo para retomar o poder na Zona Oeste.

No fim de janeiro de 2022, o ex-vereador voltou a ser preso por extorsão a mão armada contra motoristas de vans, um crime cometido em 2005. Menos de uma semana depois, ele foi solto.

Dias antes da prisão, o ex-vereador anunciou em uma rede social que pretendia se candidatar a deputado federal pelo Patriota.