04 de agosto de 2021
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PSDB e DEM fazem blitz para barrar Dilma no Nordeste

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Paulo Emílio, Pernambuco 247 - Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, o presidenciável tucano, senador Aécio Neves (PSDB), vem tentando ampliar as suas possibilidades para chegar ao segundo turno. E, assim como Dilma, que teve no Nordeste a vantagem que lhe assegurou o mandato ao lhe dar 10 milhões de votos em 2010, Aécio também irá priorizar a Região. Nesta linha, o tucano abrirá sua campanha presidencial com uma espécie de caravana pelo Nordeste, visitando até três estados por dia. A maratona, que deve começar em agosto, quando ele se licencia do Senado para disputar a corrida pelo Palácio do Planalto, tem como objetivo fortalecer o nome do tucano junto ao eleitorado nordestino, considerado reduto do PT desde a primeira eleição do ex-presidente Lula. Na bagagem, o discurso do programa de governo de Aécio para o Nordeste já está definido. O foco central está dividido em dois motes. O primeiro é voltado para a implantação de obras de infraestrutura, com destaque para grandes projetos anunciados pelo Governo Federal mas que ainda não entraram em funcionamento, como a Transposição do Rio São Francisco e a Ferrovia Transnordestina. "Vamos ter um capítulo muito claro para o Nordeste. A gente vai mostrar que dá para fazer, como começa e como termina uma obra para realmente atender a população. Se a gente ganhar, quando passarem dois anos, a população vai ver como esse governo é ruim, como é medíocre", disse Aécio. O segundo ponto é desconstruir a imagem de que o PSDB é contrário à manutenção de programas sociais, como o bolsa-família, divulgando iniciativas do partido para a área, como a de transformar o bolsa-família – um dos carros-chefes do programa de governo petista – em um programa de estado. A responsabilidade da campanha, não apenas no Nordeste, mas em nível nacional, ficará com o senador Agripino Maia (DEM-RN). A escolha de Agripino não foi por acaso. Com o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) como vice na chapa – desconsiderando os problemas internos do partido – Aécio viu neste lance a possibilidade de contrabalançar, via São Paulo, a enxurrada de votos que o PT costuma registrar no Nordeste. Aloysio foi eleito com mais de 10 milhões de votos. É aí que entra Agripino. O cargo estratégico que lhe foi confiado visa não apenas afagar o aliado, mas sinalizar de alguma forma que o Nordeste é prioritário dentro de um eventual governo tucano. O democrata sabe o peso que as obras de infraestrutura, bem como o dos programas sociais e de transferência de renda, possuem junto a boa parte da população nordestina. Daí a pressão para que Aécio inicie sua campanha presidencial pela Região. A ida de Agripino para a coordenação nacional da campanha do PSDB guarda semelhanças com a campanha presidencial de 2010. Naquele ano, o então deputado tucano Sérgio Guerra (falecido em março de 2014) foi escolhido como coordenador regional da campanha de José Serra (PSDB-SP) à Presidência. Sem conseguir alavancar o discurso, o PSDB viu minguar sua capacidade eleitoral na Região, que assegurou a Dilma Rousseff sua eleição ao Planalto. O desafio de Agripino Maia, agora, será evitar os erros cometidos na última campanha presidencial e alavancar a candidatura de Aécio em uma região vista como reduto eleitoral do PT. A tarefa, pelo visto, não será das mais fáceis. Brasil 247