10 de abril de 2021
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PANDEMIA | REFLEXOS

Covid-19 impactou no aumento do número de usuários de fibra óptica em Campo Grande

Com base nos dados da Anatel, empresa analisou modalidade de internet, em concorrência com cabos metálicos e por via rádio

"Otimistas" que apostaram o dezembro de 2020 como a data limite para a Covid-19, além de errarem o palpite tem sentido os efeitos duradouros nas mais diversas áreas. Diante da adaptação das rotinas para trabalhos remotos, um dos reflexos da pandemia pôde ser notado inclusive aumento do uso da internet por fibra óptica, em comparação com modelo via rádio e par metálico. 

Num cenário de trabalhos remotos, a confiança na conexão e qualidade do sinal aliada à velocidade são pontos cruciais na hora de optar pela escolha do serviço contratado. 

Baseado nos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a empresa Selectra analisou o impacto da pandemia no setor de internet banda larga em Campo Grande. No estudo, o que chamou atenção foi o crescimento da fibra óptica, que registrou aumento de 5% em dezembro de 2018 para 10,1% no mesmo período em 2019 e teve uma subida significativa neste ano atípico, chegando a 24,4% em 2020.

O QUE DIFERE A FIBRA ÓPTICA

Enquanto a internet via rádio é caracterizada por não ter fios chegando à sua casa, escritório e pela repetição de sinais, a de fibra óptica supre uma desvantagem da concorrente igualmente econômica, a questão da interferência. 

Como seu sinal é transmitido através das reflexões de raio laser pelo cabo, a capacidade transmissora é melhor. Se a internet via rádio funciona por repetição de um sinal, a ser captado por um antena, na de fibra óptica o sinal é transformado em luz por conversores integrados, com várias camadas de materiais isolantes, plásticos e refletores, o que garante a maior proteção contra as interferências. 

“A conexão de internet via fibra óptica permite trabalhar com distâncias mais longas e menos sujeitas a interferências". Entretanto, o custo da instalação é bem maior e requer uma mão de obra especializada”, analisa o gerente do provedor "Acessa.com", Rodrigo Toledo. 

Em Campo Grande, aliado ao crescimento do uso da fibra, foi constatado uma queda na utilização do serviço pela modalidade de cabos metálicos, que muitas das vezes são alvo de roubos e assaltos, por possuir um material valioso (cobre).

Segundo análise da Selectra, a do uso do cabo metálico foi de 47,5% em 2018 para 27,0% no ano de 2020, demonstrando que o serviço teve uma queda na obsolescência, também por não conseguir entregar ao consumidor a velocidade de internet contratada.  

As tecnologias mais populares do Par Metálico são a "ADSL" e o "Cabo Coaxial". A primeira funciona por uma linha telefônica, sem ocupar rede, diferente da conhecida "internet discada" quando era impossível navegar e falar ao telefone ao mesmo tempo. Essa tecnologia, entretanto, é característica por ter uma velocidade de download maior que a de upload. 

De acordo com Rodrigo Toledo, o fato de a maior parte da rede telefônica ser antiga é o que prejudica a velocidade final. Segundo ele, atualmente, a ADSL apresenta a menor velocidade do mercado. 

Enquanto o Cabo Coaxial - assim chamado devido ao cabo que transfere os dados da operadora, através de postes até o local de instalação - é ainda utilizado para entregar o serviço de canais da TV por assinatura. Ainda assim, a velocidade permitida nessa modalidade é inferior à fibra, sendo muito suscetível a danos físicos no cabo e interferências. 

CONFIRA O QUADRO COMPARATIVO DAS MODALIDADES DE INTERNET EM CAMPO GRANDE-MS, ENTRE 2020 e 2019:Quadro comparativo das modalidades de internet em Campo Grande, Mato Grosso do SulO quadro abaixo também mostra a evolução de cada modalidade, entre 2018 e 2020: Formas de uso da internet em Campo Grande, entre 2018 e 2019