25 de outubro de 2020
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Denúncias contra abusos aos trabalhadores caíram pela metade neste final de ano

As denúncias contra abusos aos trabalhadores do comércio caíram pela metade neste mês de dezembro em comparação ao mesmo período de 2012. As informações são do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande que recebe reclamações de sobrecarga no horário de trabalho, não pagamento de horas extras e descumprimentos do CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

“Todo ano, o sindicato vem notificando os comerciários, informando através do site, do Facebook, essa ferramenta poderosa. E os comerciários têm buscado mais pelos seus direitos. Felizmente as denúncias contra abusos de patrões diminuíram de 50% a 60%”, declarou a representante do Sindicato, Rubia Santana.

As fiscalizações foram intensificadas na semana passada, quando o comércio estendeu o horário de funcionamento. De acordo com o presidente do Sindicato, Idelmar da Mota Lima, as reclamações dos comerciários mais comuns são a extrapolação da jornada de trabalho que é de oito horas diárias mais até duas horas extras e o não pagamento das horas extras trabalhadas.

O Sindicato funciona como mediador entre patrão e empregado e recebe denúncias anônimas pelo telefone (67) 3348-3232. Segundo Rubia, 70% dos casos são resolvidos pacificamente, sem levar o problema à auditoria do trabalho. “Chamamos tanto o patrão quanto o empregado para ouvir os dois lados. Analisamos caso a caso. Semana passada mesmo, conversamos com um funcionário que não queria a folga dele durante a semana pra pegar no ano novo”.

Alexandre Campos de Souza, 38, gerente da loja Arroba Zero, conta que dobrou a equipe para atender a maior demanda de clientes. “Contratamos o dobro de funcionários e dividimos a equipe em duas escalas. A expectativa é de crescimento nas vendas, mas está na mesma média do ano passado”, explicou.

A loja de roupas esportivas Tube contratou novos funcionários para evitar as horas extras. “Contratamos cerca de cinco pessoas para evitar a hora extra e agir dentro da lei”, conta o supervisor de vendas, Ricardo A. Guimarães, 38.

Diana Christie