28 de janeiro de 2021
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Faltam medicamentos, equipamentos e médicos nos postos de saúde da Capital, diz Olarte

O prefeito Gilmar Olarte (PP) fez um relatório parcial na manhã de hoje dos problemas enfrentados pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) e quais as medidas emergenciais a serem tomadas. Faltam medicamentos, materiais para procedimentos ambulatoriais, ambulâncias e médicos em todas as unidades de saúde de Campo Grande.

De acordo com o prefeito, há um déficit de 200 médicos na rede municipal de saúde, entre clínicos gerais, pediatras e outras especialidades. Como medida emergencial, foram contratados 134 médicos que serão apresentados em reunião com o secretário de saúde, Jamal Salém, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino, hoje às 13h30.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel à Urgência) foi deixado pela gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) com apenas cinco das 29 ambulâncias funcionando. Olarte garantiu que quatro veículos já foram consertados e entregues no sábado e mais dez ambulâncias serão colocadas em circulação em até 30 dias.

Nos postos de saúde, faltam medicamentos usados no controle da hipertensão, diabetes e os anti-inflamatórios. Para solucionar este problema, será assinado nesta semana um convênio com o Governo Estadual para destinar R$ 500 mil na compra de remédios. Ainda assim, faltam materiais básicos usados nos procedimentos como luvas, sondas uriterais, esparadrapos, copos para água e medicamentos, papel higiênico e formulários de receita e pedidos de exame.

A nova gestão encontrou ainda equipamentos como máquinas de raio-x e ultrassom danificados e ausência de móveis e utensílios como mesas e cadeiras. Segundo Olarte, os servidores estavam desmotivados e os serviços de capacitação continuada estavam paralisados.

Para reduzir o tempo de espera, Olarte pretende ampliar o quadro de médicos. Segundo ele, no momento, demora em média 60 dias para que um usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) consiga marcar uma consulta. “No primeiro momento queremos já reduzir para 30 dias. Não é o ideal, mas é o possível neste momento”, declarou.

Diana Christie