01 de agosto de 2021
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Sergio Longen se defende e afirma que houve uma divergência em laudo da Semadur

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O presidente da Fiems (Federação da Indústria do Estado de Mato Grosso do Sul) Sergio Longen declarou que não há por parte de sua empresa, a Semalo - Indústria e Comércio de Alimentos Ltda prática irregular ambiental. O MPE (Ministério Público Estadual) publicou hoje no Diário Oficial do Órgão a abertura de inquérito civil nº  21/2014 para apurar o caso. O inquérito será conduzido pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Campo Grande cujo promotor responsável é Luiz Antonio Freitas de Almeida.

Longen afirmou que, na verdade, houve uma enxurrada na noite anterior à fiscalização da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e que o produto lançado no Córrego Bálsamo, que permeia o sede da fábrica da Semalo, é um produto que ele pode lançar no local e não é poluente. "Minha empresa é efluente zero, portanto houve uma divergência. O que houve foi um incidente", explica.

O laudo de vistoria em questão é o de nº 2056 no qual o DLMA (Departamento de Licença e Monitoramento Ambiental) da Semadur atesta que houve a “liberação direta de poluentes nos recursos naturais e desatendimento da condicionante especial nº 1 da Licença de Operação nº 03.083/2013.” Como a licença ambiental da Semalo foi emitida pela Semadur, cabe a própria secretaria fiscalizar.

O empresário explicou que já encaminhou à Semadur e o MPE uma nota esclarecendo a "divergência" e que está aguardando retorno dos órgãos em questão.

Saiba Mais:

As denúncias partiram de moradores da região e de funcionários da empresa que, em novembro de 2013, cansados de conviver com mau cheiro e com sujeira do local, procuraram a imprensa para noticiar o caso.  Segundo denúncias, a empresa de Longen está despejando resíduos tóxicos de sua produção de salgadinhos e alimentos industrializados no Córrego Bálsamo sem o tratamento adequado, contaminando a água e os lençóis freáticos do local.

Na época, o então secretário municipal do meio ambiente, Odimar Marcon, informou que a prefeitura por meio do DLMA (Departamento de Licença e Monitoramento Ambiental) iria enviar equipes para fiscalizar o local e verificar se havia irregularidades. “Sabendo da denúncia, temos agora que verificar in loco e fazer uma análise técnica dos efluentes despejados no local”, explicou Marcon. Foi justamente depois dessa verificação que o DLMA da Semadur emitiu o laudo 2056 que originou a abertura de inquérito pelo MPE.

Heloísa Lazarini e Dani Nascimento   :