08 de agosto de 2020
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RESPEITO À VIDA RAMAL ASSEMBLEIA

Portadores de HIV terão tratamento assim que o virus for descoberto.

Clayton Neves

O Ministério da saúde lançou esta semana um programa que prevê que o ínicio do tratamento de HIV, seja iniciado assim que a presença do vírus for confirmada no organismo, independente do estágio da doença. O objetivo da mudança é ampliar a qualidade de vida da pessoa em tratamento e reduzir a possibilidade de transmissão, tendo em vista que estudos comprovaram que o tratamento precoce reduz em 96% o índice de contagio do HIV.

Estima-se que atualmente cerca de 700 mil pessoas vivam com HIV e Aids no País, somente no Mato Grosso do Sul, este ano o caso de notificações de pessoas soropositivas ultrapassou o número de 300, inferior as 476 do ano passado.

Cris Stefanny é uma pessoa que conhece de perto a realidade enfrentada pelos portadores de HIV no Estado, a 13 anos trabalhando com esse público ela, que é presidente do Forum de Ong´s  que trabalham na luta contra a Aids vê a iniciativa do ministério da saúde como mais um passo na luta contra o vírus, porém lembra que somente essa iniciativa não basta. “Essa é mais uma metodologia que vai sim ajudar, porém eu ainda continuo insistindo nos trabalhos de prevenção”, disse.

Cris pontua que ainda existe a necessidade de se “cortar o mal pela raiz” reforçando assim os trabalhos para concientizar a população da importância de se previnir. “O governo tem feito sua parte, porém não cabe somente a ele arcar com o ônus e disponibilizar os remédios, é preciso fazer campanhas, palestras, ir nas escolas, afim de evitar o mal maior, afinal não basta concentrar os trabalhos somente em pontos de prostituição e se esquecer das familias carentes e sem acesso a informação, nas adolescentes que engravidam cada vez mais cedo, é como diz o ditado é melhor previnir, que remediar”, relata.

Para a presidente outro fator que gera polêmica e precisa ser trabalhado é a questão do preconceito. “Muitos se esquecem que o vírus não escolher cor, raça, religião, muito menos sexualidade e viver com o HIV,     não quer dizer que você vai morrer amanhã, muitas pessoas vivem muito bem vivendo com           o vírus”, conta.