01 de outubro de 2020
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Revitalização da 14 de Julho irá custar US$ 56 milhões

A prefeitura de Campo Grande irá buscar empréstimo de US$ 56 milhões junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para realizar as obras de revitalização da rua 14 de Julho na região central da Capital, no perímetro entre a rua 26 de agosto e a avenida Mato Grosso.

14julho

Segundo a coordenadora de projetos da Segov (Secretaria Municipal de Governo) Catiana Sabadine explica que a escolha pelo BID é devido aos juros do banco, que foram os menores ofertados. De acordo com Catiana, os juros anuais serão de 2% sobre o valor total do empréstimo e o prazo de carência para iniciar o pagamento da dívida é de quatro anos. A prefeitura terá ainda 20 ano para quitar o débito. De acordo com Catiana, a prefeitura ainda aguarda a aprovação do Ministério do Planejamento que irá encaminhar a solicitação Senado para que a proposta seja aprovada e o município de Campo Grande receba aval para efetuar o empréstimo.

O projeto prevê a criação de um parque na esplanda municipal, a revitalização da avenida Calógeras e melhorias na avenida Ernesto Geisel e na rua Padre João Cripa para poder absorver o fluxo de veículos que serão retirados da rua 14 de Julho com a obstrução de duas vias de estacionamento para ampliação das calçadas. Conforme a coordenadora de projetos, essa modificação será apenas no trecho da 14 de Julho entre as ruas 15 de Novembro e Maracajú. Segundo Catiane, a rua Rui Barbosa, embora seja mais próxima da 14 de Julho, foi descartada por ser uma das principais vias de ônibus urbanos da Capital.

A revitalização do centro inclui obras de paisagismo, reforma de calçadas, ajustes de iluminação, embutimento da fiação. O projeto que está em fase de implantação é o mesmo elaborado em 2009 durante mandato de André Puccienlli como prefeito.

Reivindicações

A ACICG ( Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) entregou ao prefeito uma carta de duas páginas contendo todas as reivindicações dos comerciantes. Entre elas se destacam: rebaixamento da fiação de energia; adequação da  infraestrutura do centro para que a região se torne ponto turístico; transporte para funcionários até estacionamento na Feira Central; retirada dos ônibus da rua 14 de Julho; prioridade na emissão de alvará junto à Semadur para obras de reforma e construção na região central; revisão lei  nº161 para permitir colocação de anúncio de lojas perpendicular à calçada e permitir exploração da fachada dos edifícios que não estejam tombados como patrimônio histórico e desonerar a taxa de estacionamento paga pelos estabelecimentos comerciais no ato da construção de sobrelojas.

Heloísa Lazarini e Diana Christie