30 de outubro de 2020
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Prefeito irá agilizar licitação para compra de coletor de sangue em falta na Capital

Revoltada com a precariedade do SUS (Sistema Único de Saúde), a paciente Eclair Bitencourt procurou a equipe do MS Notícias na manhã de hoje, expressando indignação com a falta de equipamentos nos postos de saúde de Campo Grande. De acordo com Eclair, cerca de 30 pessoas que aguardavam para fazer exame de sangue em uma fila no posto de saúde do bairro Santa Carmélia, voltaram para casa sem atendimento.

“Eu estava acompanhando meu filho, quando vi a enfermeira dizendo que precisava cancelar a coleta de sangue porque não daria mais tempo de enviar para o setor responsável. Mas ao conversar com uma funcionária do posto, fiquei sabendo que os pacientes voltaram para casa porque não tem coletor de sangue na unidade desde a semana passada e devido a isso, eles usam a desculpa de horário para dispensar os pacientes que estavam na fila aguardando atendimento”, explica Eclair.

Questionado sobre a falta de coletores na unidade, o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP) garantiu que providências serão tomadas, mas explicou que os coletores serão adquiridos através de uma licitação, o que não garante que o problema seja resolvido com urgência, já que tudo depende de prazos. “Foi desse jeito que foi deixado a prefeitura, vamos providenciar uma licitação, mas isso pode demorar de 30 a 60 dias para ser solucionado. Temos 15 dias de governo apenas, garanto que dentro do prazo, vamos providenciar todas as licitações e tentar solucionar todos os problemas”, afirma o prefeito.

O prefeito destaca ainda, que recebeu duas ligações com reclamações de unidades de saúde desde que assumiu a prefeitura e que de imediato, entrou em contato com o Secretário de Saúde, Jamal Salem, solicitando soluções para os problemas apontados. Questionado sobre a convocação dos 134 médicos aprovados no concurso da saúde, onde apenas a metade compareceu, Olarte explica que a falta de estrutura oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) desestimula o servidor.

“É normal convocar médicos e ter apenas a metade para assumir porque as áreas de saúde não tem estrutura para trabalhar, são situações precárias e isso desestimula o servidor. Mas com diálogo, vamos conseguir mudar esse cenário. As mudanças vão acontecer na área da saúde, temos que valorizar a área da saúde e colocar tudo em ordem”.

Dany Nascimento e Tayná Biazus