01 de dezembro de 2020
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Ben-Hur afirma que atas da MDR possuíam irregularidades

Na tarde de hoje participou da oitiva da comissão processante o secretário municipal de planejamento, finanças e controle, Wanderley Ben Hur da Silva. A oitiva foi baseada na lei 866/93 – artigo 5º onde fala que os pagamentos devem obedecer à ordem cronológica, salvo motivos de interesse público e a liquidação da despesa também consiste na verificação do serviço.De acordo com os vereadores presentes, através da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote, verificaram mais de 450 infrações nos pagamentos a empresa MDR-  Distribuidora de Alimentos. Conforme explica Ben-Hur os pagamentos para a MDR atrasavam porque havia irregularidades nas atas apresentadas pela empresa. A MDR estaria usando uma tabela de preços vencida e como o secretário estava com dúvidas, referentes às atas, era passado pela procuradoria jurídica da prefeitura antes de acontecer os pagamento. Neste momento o vereador e relator da processante, Flávio César (PT do B) perguntou a Bem-Hur o porquê eram feitos os pagamentos se haviam irregularidades. O secretário respondeu que na época o assessor-executivo da Segov (Secretaria Municipal de Governo), Luiz Carlos Santini, recomendou que os pagamentos fossem feitos porque a empresa teria cumprido as cláusulas do contrato. Os pagamentos para as demais empresas obedeciam a ordem de fluxo e as necessidades das secretarias. Em razão disso o relator disse não ser obedecida a ordem cronológica, como dia a lei. Ben-Hur respondeu dizendo que o artigo não deve ser interpretado ao pé da letra. “Não é vai e entrando e já vai saindo. Não usamos esta interpretação. O pagamento é feito obedecendo não só a ordem cronológica, mas o  fluxo e necessidade das secretarias”, explica o secretário confirmando que os pagamentos não são feitos por ordem de serviço e acrescenta: “Não entendo cada pagamento como infração, e se for infração, foi eu quem as cometi”. O último ponto importante da oitiva foi o desacordo de Bem-Hur em relação ao depoimento de Mamed Dib, dono da empresa MDR. Mamed Dib teria declarado em oitiva da CPI do Calote que foi coagido pelo prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) e por Ben-Hur a reincidir o contrato para receber os pagamentos atrasados. O secretário afirma que houve uma reunião entre os três para que fossem esclarecidas as atas vencidas e diz ser mentira que Mamed Dib teria sido coagido. O advogado do prefeito, Jesus Sobrinho, que o dia em que Mamed Dib foi ouvido a defesa de Bernal não estava presente. No início da oitiva o vereador Edil Albuquerque teria explicado que um documento foi apresentado e ele ratificava o depoimento de Mamed Dib, ficando assim valendo. Flávio César pediu a Ben-Hur se ele teria feito algo em desacordo com Bernal. “Tenho que obedecer aos princípios legai não a vontade do prefeito”, concluiu. Gislaine do Carmo Penzo Barbosa, coordenadora-geral da central municipal de compras e licitações, iria depor nesta tarde, porém enviou ofício dizendo que não compareceria por motivos de saúde. Tayná Biazus e Diana Christie