13 de junho de 2021
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ALMS: disputa pela Mesa abre blocos e dificulta consenso

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O deputado estadual Jerson Domingos (PMDB) entrega em um mês o cargo de presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Sua vontade é que o substituto seja o correligionário Júnior Mochi, que tem apoio dos outros quatro colegas da bancada e vinha conquistando compromissos ou ao menos a atenção de outros parlamentares.

Mas a relação de pretendentes, em vez de diminuir, aumentou. Os blocos se criam a cada pré-candidatura que se anuncia. Os partidos que apoiaram a candidatura do governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, só elegeram seis dos 24 deputados. E nem mesmo com apenas meia dúzia de integrantes o bloco governista fechou unidade em um nome. São dois – ou três – os aspirantes: Onevan de Matos (PSDB) e Zé Teixeira (DEM), os mais efetivos, e por fora corre outro tucano, Flávio Kayatt.

A deputada Mara Caseiro (PTdoB) é a opção feminina nesta concorrência. Aos que a consideram fora do páreo, é bom prestar atenção – o processo começa a tomar rumos imprevisíveis, especialmente desde que o próprio governador passou a achar natural se o quadro evoluir para uma disputa sem possibilidade de acordo.

Azambuja assegura que respeitará a autonomia parlamentar, mas não abre mão de atuar em favor de uma solução consensual. O páreo entre Teixeira e Onevan é cada vez mais renhido, disputado palmo a palmo. Ambos querem algo que Azambuja não pode dar a nenhum dos dois.O governador insiste que os com correntes precisam chegar a um entendimento e que, com isso, alguém terá de renunciar.

O PDT (George Takimoto, Felipe Orro e Beto Pereira) e o PT (Cabo Almi, Pedro Kemp, João Grandão, Amarildo Cruz) se fortalecem, com isso, e passam a ser os fiéis da balança juntos com o PR (Grazielle Machado e Paulo Corrêa), totalizando nove votos. Daria, inclusive, para montar uma chapa alternativa. Mas não é interessante criar arestas arriscadas em início de governo.

Mochi tem os votos do PMDB e conta com a maioria dos partidos que não apoiaram Azambuja. Nos seus cálculos, seriam hoje 13 a 14 votos, suficiente para vencer a disputa, mas nada confortáveis, tendo em vista a mobilidade e o poder de fogo que se atribui aos fiéis da Governadoria.

Edson Moraes