03 de dezembro de 2020
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Bernal irá pedir a anulação da votação da Processante

Tayná Biazus e Heloísa Lazarini

A coletiva realizada na manhã de hoje com o prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) para dar sua explicação após a abertura da CP (Comissão Processante) que foi votada ontem e aberta por 21 votos a favor e oito contra trouxe como novidade o pedido de anulação da votação como alega o decreto 201/67.

Para que houvesse a abertura da CP, de acordo com o decreto, o objetivo deveria estar definido e os quatro vereadores que participaram da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote não poderiam ter votado, ao contrário do que aconteceu nos dois fatores. A CPI do Calote tinha como presidente Paulo Siufi e os vereadores Chiquinho Telles (PSD) e Elizeu Dionízio (PSL) e Otávio Trad. Devido a isso, o prefeito irá ingressar com pedido para a anulação da votação ainda hoje.

Bernal afirma que a Processante é obra de um grupo político, pois desde o início de seu mandato a administração vai contra este grupo político e contra o grupo empresarial que tem os serviços terceirizados desde a época em que o atual governador André Puccinelli (PMDB) era prefeito da Capital.

O prefeito afirma que atualmente a prefeitura produz mais e gasta menos. Também afirma que ele irá seguir apostando no diálogo e irá estreitar a relação com os vereadores, além de fazer as adaptações necessárias para buscar aqueles que não estão na base e que gostaria de melhorar o trabalho em Campo Grande. Bernal frisou que tudo isso será feito com embasamento em políticas públicas.

O pedido de anulação da votação é, segundo ele, para evitar um possível golpe político, pois é claro e nítido que a abertura da CP foi conta penada e articulada por cunho político que deseja ver Bernal fora da administração da Capital