28 de novembro de 2020
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BOLSONARISMO

Bolsonaro ignora as mais de 60 mil vidas brasileiras perdidas e propaga homofobia

Presidente induzia visitantes a não usar máscara com dizeres homofóbicos, relata colunista

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) fez postagem em sua conta do Twitter, na manhã desta 4ª-feira (8.julho), onde afirma, sem nenhuma base científica, que: “nenhum país do mundo fez como o Brasil. Preservamos vidas e empregos sem propagar o pânico, que também leva a depressão e mortes”, argumentou o presidente. Um dia após denúncia de colunista que afirma que pessoas próximas do presidente revelaram que ele, antes contrair o vírus dizia, máscara é 'coisa de viado'.  

Bolsonaro, que foi diagnosticado com o coronavírus nesta terça-feira, voltou a defender o uso da hidroxicloroquina.  

Apesar do que afirma o presidente sobre a susposta preservação de empregos. A pandemia da Covid-19 destruiu 7,8 milhões de postos de trabalho no Brasil até o mês de maio, de acordo com o (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso fez com que a população ocupada tivesse caído 8,3% na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, indo para 85,9 milhões de pessoas. Além de o país ter perdido 67.113 vidas brasileiras para o vírus. Essas vidas perdidas são ignoradas pelo presidente, que apesar de ser o chefe da nação, elege a resposanbilidade aos governadores.     

Pela primeira vez na história da Pnad Contínua, menos da metade das pessoas em idade para trabalhar está empregada. Isso nunca havia ocorrido antes na pesquisa, que teve início em 2012.

A Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, disse que relatos de pessoas que visitaram Jair Bolsonaro depois da explosão da epidemia de Covid-19 no Brasil descrevem momentos de tensão. O presidente se recusava a usar máscaras, o que induzia convidados a seguir o exemplo. Fazia questão de se aproximar para cumprimentar com um aperto de mão.

BESTEIRA

Ao perceber que o visitante estava tenso, segundo um deles relatou à coluna, dizia que aquele medo era besteira.

BESTEIRA 2

O presidente chegava a brincar com funcionários, perguntando quem usava máscara e dizendo que aquilo era “coisa de v.”.