29 de setembro de 2020
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CAMAPUÃ

Com sobras de orçamento, Câmara socorre demandas de urgência social

Câmara Municipal de Camapuã tomou uma decisão que está servindo de exemplo para os diversos municípios

Sob a gestão do presidente Lellis Ferreira da Silva (MDB) e com o apoio de todos os nove vereadores, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Camapuã tomou uma decisão que está servindo de exemplo para os diversos ambientes de representação política em Mato Grosso do Sul: em vez de custear demandas sem necessidade, a Casa utilizou as sobras orçamentárias deste exercício, no total de R$ 278 mil 880, para atender reivindicações sociais emergentes da comunidade.

Depois da devolução da verba ao Executivo, compete ao prefeito Delano Huber (PSDB) fazer de imediato os repasses aos beneficiários pré-determinados pela Câmara. As devoluções ocorreram em duas parcelas. A primeira em agosto, quando a Mesa Diretora devolveu R$ 120 mil para que o prefeito adquirisse uma antena repetidora de sinal de telefonia móvel (celular), um benefício reclamado há tempos pelos moradores da populosa Vila Industrial.

A segunda devolução, agora em dezembro, no valor total de R$ 158 mil 880, foi feita em duas vezes, uma no dia 16 e outra no dia 30, com seis entidadescontempladas pela Câmara Municipal. Cabe também ao prefeito Delano Huber efetuar o repasse desse dinheiro às organizações filantrópicas e assistenciais que foram atendidas.

Destes R$ 158,8 mil, a maior parcela (R$ 70 mil), que é a metade do total devolvido pelo Legislativo, foi destinada à Sociedade de Proteção à Maternidade e Infância, mantenedora do hospital. Para a Sociedade de Proteção aos Idosos (Asilo) coube R$ 40 mil, uma quantia providencial para minimizar os efeitos da grave crise financeira que afeta a instituição.

Da mesma forma e com significado semelhante está chegando este auxílio para a Creche Menino Jesus, Associação de Apoio a Pacientes com Câncer e Associação dos Universitários de Camapuã. Cada uma dessas entidades recebeu R$ 10 mil 500.

ESTRATÉGIA DE GESTÃO

Para assegurar o uso correto e transparente do dinheiro publico, a Mesa Diretora elaborou um planejamento eficiente, com ações e programas definidos por uma estratégia de gestão. Além da transparência dos atos, a Casa procurou fortalecer condições fundamentais como a valorização dos servidores, melhoria e modernização dos serviços e estreitar seus canais de relação com a sociedade.

Assim, o duodécimo – que é a cota orçamentária definida para os gastos do Poder Legislativo – não foi afetado por demandas de última hora e as contas sempre foram conduzidas com equilíbrio e austeridade, sem desperdício.

Segundo o presidente Lellis Ferreira da Silva, adotando esses critérios e cumprindo as suas diretrizes foi possível fechar o exercício com as contas em dia e assegurando as sobras que vieram socorrer importantes intervenções de assistência e inclusão social às populações menos favorecidas.

“Quero destacar dois suportes fundamentais nesse processo vitorioso: o apoio dos camapuanenses e o empenho de todos os vereadores, com menção especial aos colegas da Mesa Diretora. O mérito não é meu, não é de uma só pessoa, mas de todo mundo que acreditou nesse trabalho e trabalhou para que chegássemos a esses resultados”, enfatizou Lellis.

Além de Lellis na presidência, compõem a Mesa Diretora os vereadores: Dra Márcia Pereira, do MDB (1ª vice-presidente); Ronnie Sandro, do PSL (2º vice), Pedrinho Cabeleireiro, do PR (1º secretário) e Aloísio Targino, do PSB (2º secretário).