11 de abril de 2021
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Dilma afirma que jamais renunciará e que impeachment é golpe

A presidenta Dilma Rousseff fez nesta terça-feira (22) um discurso decisivo contra o que ela chamou de golpe em curso no Brasil. Dilma repetiu que não vai renunciar e afirmou que não cometeu nenhum crime previsto na Constituição e nas leis.

Ao falar sobre o processo de impeachment em tramitação na Câmara, ela disse que não há "crime de responsabilidade" e que, na ausência de provas, o afastamento de um presidente da República se torna, "ele próprio, um crime contra a democracia".

Segundo ela a única vez que se condenou alguém por um crime que não cometeu foi durante a ditadura militar, um processo do qual ela afirma de ter sido vítima, a presidenta declarou que vai lutar "para, em plena democracia, não ser vítima de novo".

Democracia

"Não cabem meias palavras nesse caso. O que está em curso é um golpe contra democracia. Eu jamais renunciarei. Aqueles que pedem minha renúncia mostram fragilidade na sua convicção sobre o processo de impeachment, porque, sobretudo, tentam ocultar justamente esse golpe contra a democracia, e eu não compactuarei com isso. Por isso, não renuncio em hipótese alguma", afirmou.

Após ouvir manifestações de juristas contrários ao seu impeachment, a presidenta disse que jamais imaginaria voltar ao momento do passado em que Leonel Brizola liderou movimentos pela legalidade no país. Ela afirmou estar se dirigindo a eles com a "segurança de ter atuado desde o início" do seu mandato para combater de forma "enérgica e continuada a corrupção que sempre afligiu o Brasil".