09 de agosto de 2020
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Dilma destaca Mais Médicos outra vez em programa semanal

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Até o final de 2013, o programa "Mais Médicos" contará com cerca de 6,6 mil médicos atendendo a população. Tal contingente permitirá atender aproximadamente 23 milhões de pessoas ainda este ano. Mas a meta é bem mais ousada e será multiplicada por dois, logo no início de 2014. "Vamos continuar abrindo chamadas até atingir o nosso objetivo, que é, aproximadamente, o de levar 13 mil médicos para todo o País até o final de março do ano que vem", advertiu Dilma Rousseff na edição desta segunda-feira (4) do programa semanal de rádio "Café com a Presidenta". Com 13 mil médicos, será possível garantir atendimento a mais de 46 milhões de pessoas, destacou a presidente.

médicos-pacto-dilmaDilma lembrou que até o final desta semana, novos 3.664 profissionais estarão atuando dentro do programa "Mais Médicos". Na última sexta-feira (1), inclusive, o Ministério da Saúde divulgou lista com quase 1,3 mil médicos estrangeiros que receberam registro profissional, permitindo que esses profissionais já iniciem a trabalhar.

"Além destes mais de 3,6 mil médicos que, até o final desta semana, já começam a atender, mais outros 3 mil médicos vão chegar o Brasil até o final deste mês de novembro", explicou a presidente, para chegar ao saldo final de 6,6 mil profissionais, ainda este ano. Os médicos estão sendo direcionados, prioritariamente, às periferias das grandes cidades, às médias cidades, ao interior do País e às regiões Norte e Nordeste. Também serão atendidos distritos indígenas e a população quilombola. Segundo Dilma, serão beneficiadas pessoas que, até agora, "não tinham nenhum médico para prestar atendimento, para dar uma receita, para avaliar uma doença".

Segundo Dilma, esse reforço nas equipes de médicos por todo o País representa "o pacto pela saúde pública se tornando realidade e melhorando a vida das pessoas". Ela lembrou que em junho - após a onda de manifestações populares por todo o País - foi proposto a governadores e prefeitos a realização de um pacto pela saúde. Dentro desse objetivo, o governo está trabalhando sob dois focos, apontou a presidente: aceleração dos investimentos em obras, compra de equipamentos para postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais; além de medidas para levar mais profissionais de saúde para a população, por meio do "Mais Médicos".

Reforço

Dilma afirmou que em dezembro será feita uma nova chamada do "Mais Médicos". "Daremos, então, oportunidade aos médicos brasileiros que se formam nesse final de ano de participar deste programa e contribuir para a saúde do povo brasileiro", argumentou.

Em todas as chamadas está sendo mantido o critério de que somente as vagas não preenchidas por médicos formados no Brasil serão oferecidas aos médicos formados no exterior. Dilma destacou a importância da presença do médico no posto de saúde, cuidando da atenção básica. "Quando o atendimento na atenção básica é bem feito, 80% dos problemas de saúde são resolvidos ali mesmo, no posto de saúde", argumentou.

Segundo a presidente, a reação das pessoas à chegada dos médicos nas comunidades "está sendo muito boa". Ela disse que esses profissionais, ao chegarem ao local onde prestarão atendimento, já foram avaliados e conhecem a realidade das doenças, a rede de hospitais, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as UPAs.

Dilma argumentou que o governo também está agindo para aumentar a formação de médicos no Brasil. "Serão 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina até 2017. Quase metade dessas vagas serão abertas no Norte e no Nordeste, que são hoje as regiões mais carentes em profissionais médicos", afirmou. Ela destacou que também estão sendo ampliadas as vagas em residência médica. "Serão 12 mil vagas até 2017, 5 mil das quais até 2015", afirmou. Já foram definidas as especialidades mais necessárias, como pediatria, ginecologia, neurologia, anestesiologia, ortopedia e neurocirurgia.

A presidente destacou, também, que foram concluídas obras em mais de 4 mil postos de saúde em todo o País. Outros 16,7 mil postos estão, agora, sob obras de ampliação e de reforma. "E estamos construindo mais 6,2 postos novinhos em folha", defendeu.