18 de junho de 2021
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Favoritismo pode ser de Mochi, mas PSDB vai ouvir outros aliados

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O deputado estadual peemedebista e presidente do Diretório regional Júnior Mochi teria, hoje, um acentuado favoritismo para tornar-se presidente da Assembleia Legislativa e substituir seu colega de partido Jerson Domingos, que não disputou a reeleição. Além de estar calçado pelo governador André Puccinelli, Mochi conta com a simpatia de diversos parlamentares, inclusive da Oposição.

Porém, o governador eleito, o deputado federal Reinaldo Azambuja, não desconhece a necessidade de cumprir um antigo e inevitável procedimento, o de ouvir todo mundo. Além dos 24 deputados estaduais, o processo de escolha do presidente da AL envolve as principais forças de representação política, do governador à bancada federal e dirigentes das forças partidárias. E, evidentemente, se não quiser criar uma perigosa aresta para o futuro, Azambuja vai ouvir principalmente o próprio Puccinelli.

A presidência da Assembleia vem a ser um dos bastiões mais influentes de toda a engrenagem política e governativa do Estado. Segundo nome na linha direta de sucessão constitucional depois do vice-governador ou vice-governadora, o presidente da mesa tem papel especial e privilegiado na condução de articulações de caráter decisivo envolvendo os poderes e a execução de políticas orçamentárias e sociais.

Além de Junior Mochi, outros nomes estavam figurando na prateleira dos mais cotados para substituir Jerson, como Paulo Corrêa, do PR. A derrota do petista Delcídio Amaral pode ter tirado Corrêa do páreo. O nome de Zé Teixeira (DEM) chegou a ser ventilado entre as opções, assim como os de Flávio Kayatt, Rinaldo Modesto e Mara Caseiro. Surpresas de última hora não se descartam, mas as penas de Azambuja e Puccinelli é que vão determinar o resultado de um jogo que já começou.

Edson Moraes, especial para MS Notícias