05 de agosto de 2021
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Geraldo Resende quase triplica quantidade de bens em quatro anos de mandato

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Dados divulgados pelo TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) apontam para o acúmulo de riqueza milionária dos dois deputados federais eleitos por Dourados em 2010 - Geraldo Resende e Marçal Filho, ambos do PMDB - e que buscam a reeleição este ano. Resende, chegou a quase triplicar em quatro anos, a quantidade de bens apresentados ao órgão eleitoral.

Outro que busca se eleger como deputado federal, o vereador Marcelo Mourão (PSD), também teve um acúmulo significativo de bens, segundo o Tribunal. Ele aumentou em quase 50 vezes suas posses em dois anos. Em 2012, ele informou R$ 1.982,91, e agora ultrapassa os R$ 96 mil.

Geraldo Resende e Marçal Filho, ambos do PMDB, acumulam mais de R$ 2 milhões cada, em imóveis, aplicações e cotas de investimento. O salário de um deputado federal é de aproximadamente R$ 27 mil, não contando verbas de gabinete e ajudas de custo, com o auxílio moradia.

Nos casos, o que mais chama a atenção é de Resende.

O parlamentar que cumpre o seu terceiro ciclo consecutivo na Câmara dos Deputados e sonha em se tornar prefeito de Dourados, passou de R$ 909.827,98 declarados em bens em 2010, para R$ 2.485.241,92 este ano.

Os dados são do TRE/MS e divulgados publicamente em seu site.

Um dos motivos que teria impulsionado esse acúmulo de riqueza está ligado a valorização e aquisição de novos imóveis não só em Dourados, onde mantém a base eleitoral, como em Brasília (DF).

Exemplo disso é o apartamento em seu nome na capital federal.

No pleito de 2010, o parlamentar declarou que o valor da residência era de R$ 53.851,76. Já na recente divulgação, o preço do mesmo imóvel foi apresentado como R$ 176.425,84, mais de R$ 122 mil de valorização.

Resende também aponta a aquisição de dois novos imóveis ainda na planta em Dourados neste intervalo de quatro anos. Ambos estão localizados no mesmo condomínio e avaliados em R$ 417.486,56 e R$ 228.777,36, respectivamente, segundo o Tribunal.

Outros pontos declarados pelo deputado são cotas de ações, investimentos bancários e terrenos.

Geraldo faz parte da coligação ‘MS cada vez melhor II’, formada por PMDB/PSB/PRB/PTN/PEN e PSC. Na página do TRE/MS, não aparece o limite estimado de gasto do deputado para este pleito.

MARÇAL FILHO

O também deputado federal e radialista Marçal Filho, da mesma coligação e partido de Resende, aponta como principal bem, cotas de sociedade na emissora de rádio de sua propriedade, no valor de pouco mais de R$ 417 mil e um empréstimo de R$ 215 mil realizado em nome de pessoa física.

Na declaração deste pleito, o peemedebista informou posse avaliada em R$ 2.037.676,21. O valor, é um pouco menor que em 2010, quando se reelegeu. Naquela ocasião, o TRE foi informado que Marçal possuía R$ 2.160.564,03

O parlamentar participou de dois mandatos completos, entre 1997 e 2004 e ficou na suplência no pleito seguinte, onde reassumiu em 2009, no lugar de Waldir Neves (PSDB), empossado no TCE (Tribunal de Contas do Estado).

OUTROS CANDIDATOS

Outro milionário na lista dos douradenses candidatos ao pleito de outubro é o advogado Ailton Stropa (DEM). Sem mandato, ele tem como bens declarados, pouco mais de R$ 1,8 milhão.

O indígena Anastácio Peralta (PT), tem declarado como posse uma motocicleta avaliada em R$ 4 mil. Já o sindicalista Geraldo Sales (PSDB) não declarou bens ao TRE/MS, enquanto o empresário Edilson Alencar (PDT), disse ter R$ 180.745,10.

O ex-vereador e ex-diretor presidente da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) Walter Hora (PPS), declarou veículos e uma residência no valor de R$ 112 mil.

Por último, o vereador Marcelo Mourão (PSD), que declarou R$ 96,3 mil em bens. Dois anos atrás, nas eleições locais, Mourão havia informado a Justiça Eleitoral, apenas R$ 1.982,91, ou seja, quase 50 vezes a mais que o anterior.

Dourados News