21 de setembro de 2020
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Visita de secretária a líder do prefeito causa discussão na Câmara

A ida da secretária Jacqueline Hildebrand Romerà Câmara Municipal gerou discussões entre os vereadores municipais. Ao chegar na Casa de Leis para ir ao gabinete do vereador municipal Alex do PT. A secretária teria esquecido seus documentos e por esse motivo foi barrada na portaria.

Devido a esse fato, Alex pediu a Mário Cesar (PMDB) a autorização para a entrada de Jaqueline. Nesse meio de tempo a secretária teve o acesso para sua visita, causando tumulto na sessão de hoje. Os vereadores começaram a lembrar fatos já ocorridos e reivindicar direitos.

O vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB) pediu a palavra disse que as leis valem para todos e não devem ser descumpridas, como nesse caso. Já Chiquinho Telles (PSD) lembrou de um momento em que precisou se dirigir até a prefeitura com o vereador Coringa e não foi liberada sua entrada antes do preenchimento de seu cadastro e de sua foto já estar no sistema. "tem que olhar, essa mulher pode estar com uma pedra na bolsa", afirma o vereador.

A confusão fez com que Alex ameaçasse atender a secretária do lado de fora da Casa e Mario o retrucou: “Nós estamos tratando a secretária bem, ao contrário do seu prefeito”, disse referindo-se ao prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP). Nesse momento, o parlamentar petista pediu novamente a palavra e Mario Cesar não o deixou falar, dizendo ser matéria vencida o assunto. Mario cortou o microfone de Alex como fez com a vereadora Luiza Ribeiro PPS) no dia 26 de dezembro.

O corte do microfone gerou um debate entre os vereadores da base de Bernal. “O Mario Cesar está usando de seu poder por ser presidente da mesa para privilegiar vereadores da oposição”, desabafa Luiza.

Para Alex, o ocorrido foi um exagero e desnecessário. O vereador, concordando com Luiza afirmou que a base do prefeito tem tempo cronometrado para utilizar o microfone. “A Câmara tem regras. Deve-se falar mal de Bernal, se você foge disso é retalhado”. Alex diz que irá lutar por seu direito de parlamentar, pois se não o fizer ninguém o fará.

O que aconteceu na manhã de hoje, como no dia 26 do ano passado mostra que o que acontece é aquilo que há de mais nocivo a democracia, o uso da força maior contra a minoria, comentou Alex.

Tayná Biazus e Heloísa Lazarini