11 de agosto de 2020
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Isolamento de Bernal é a consequência de CPI, Processante e perseguição política

Tayná Biazus

Ontem foi pedido pelo MPE/MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) o afastamento do prefeito Alcides Bernal (PP) tendo como base o relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote que aponta possíveis irregularidades da atual administração em relação a contratação de empresas terceirizadas que desenvolve serviços para a prefeitura.

Esse pedido de afastamento surpreendeu muitas pessoas devido a agilidade do MPE. Vereadores da base do prefeito acreditam que essa agilidade não passa de uma manobra política que tem muita força no Estado, além de não entender o posicionamento do MPE. Para a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) durante a CPI do Calote a partir do relatório apresentado, foram provados através de diversos documentos provando que não houve irregularidades na administração.

O vereador Ayrton Araújo do PT o pedido de afastamento vai refletir diretamente na atual administração e vai atrasar ainda mais o desenvolvimento de projetos e também irá atrasar a adequação da administração, além de desgastar mais ainda o prefeito que se preocupa em defender seu mandato e realizar seu trabalho.

“O Mário César (PMDB) como presidente deveria estar fazendo o papel dele, negociando a governabilidade, além de ter obrigação de fazer com que o executivo e o legislativo entrem em acordo”, frisou Ayrton.

Para todos (população e governantes) quem perde com esse conflito entre prefeitura é Câmara é somente a população de Campo Grande, que devido à falta de trabalho do legislativo fez com que a Capital parasse significativamente. Além disso, a formação de um conselho político com a presença de diversas siglas que da a oportunidade e autonomia a todos de governar seria uma das soluções. “ Trazer outros partidos é essencial. O Bernal deve rever suas secretarias. Muitas peças delas devem ser trocadas”, afirma o petista.

Mesmo estando a favor de Bernal e trabalhando para que tudo se finalize de maneira positiva, os vereadores tem consciência que o responsável por essa desordem é o próprio prefeito, que com sua falta de diálogo e sua forma de querer governar sozinho isolando-se dos demais tornou o convívio político difícil.