03 de maro de 2021
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Centro de Triagem

João amorim, Giroto e mais 2 pessoas dividem cela com 20 detentos

Nesta segunda-feira (16) as quatro pessoas que foram presas durante a segunda fase da Operação Lama Asfáltica, foram transferidas para o Centro de Triagem, ao lado da Penitenciária Máxima de Campo Grande, de acordo com informações eles dividem cela com 20 presos e não possuem nenhuma regalia.

O ex-deputado Edson Giroto, os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos e Flávio Henrique Scrocchio, e o servidor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) Wilson Roberto Mariano de Oliveira, tiveram prisão temporária decretada no dia 10 de maio, porém na última sexta-feira (13) a Justiça determinou que eles continuassem pressos preventivamente e por tempo indeterminado. 

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciária (Agepen) informou que eles são tratados como todos os outro presos, ou seja, sem regalias. Porém estão todos em um local reservado para quem tem ensino superior, mas tomam banho de sol e recebem visitas somente aos domingos, assim como os outros detentos. 

As demais pessoas que foram presas preventivamente estão em regime domiciliar. Raquel Giroto, Mariane Mariano de Oliveira, Elza Cristina Araújo, e Ana Paula Amorim Dolzan. Outras seis pessoas foram soltas no sábado (14), já que não foram pedidas as prisões preventivas e o prazo da prisão temporária havia vencido.

Operação Lama Asfáltica 

A decisão do Ministério Público Estadual (MP-MS) pelas prisões foi motivada devido o contrato com a empresa Proteco para recuperar a MS-228, a Estrada Park do Pantanal, numa extensão de 42 quilômetros. A investigação aponta desvio de verbas públicas com prejuízo inicial de R$ 2.962.136 aos cofres públicos, pelo pagamento de obras não executadas em estradas estaduais. São ao todo dois inquéritos que apuram os possíveis crimes. No dia 9 de julho deste ano, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e quatro ordens de afastamentos de servidores estaduais.

A ação ocorreu em um órgão estadual, além de residências e empresas que possuíam contratos com o Poder Público. O prejuízo investigado é de R$ 11 milhões na construção de obras com recursos federais.