15 de outubro de 2021
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Leitores e internautas repercutem matéria sobre inutilidade do TCE-MS

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Publicada na segunda-feira, 23, a matéria “Tribunal de Contas: mais de 30 anos sugando o orçamento para cuidar de nada” vem repercutindo em todo Estado e arrancando várias manifestações de apoio de milhares de internautas e leitores. É praticamente unânime a opinião sobre a inutilidade do TCE-MS e grande parte de quem se manifestou defende sua extinção. Há quem também se indigne com o caráter político da corte e a total falta de independência e isenção dos conselheiros na hora de julgar as contas dos políticos que os nomeiam.

O internauta Osvaldo Feitosa de Lima não tem dúvidas: “Sou adepto da ideia de extinção desse órgão de contas, que não demonstrou sua utilidade no sistema”. Para o advogado Jaques Fortes, o TCE é também conhecido como paraíso dos velhos políticos bem indicados: “É órgão completamente inútil e sem serventia, devia ser extinto há tempos”. Sua observação é corroborada pelo aposentado José Torraca, do Iagro: “É a cupinchada mamando nas tetas do Governo. São inúteis e deveriam devolver o que já ganharam sem fazer nada”

Na opinião do locutor publicitário Paulo Eduardo Silva, o cenário tem solução, mas condicionada a mudanças essenciais: “Eu acredito no Brasil, mas precisamos mudar alguns conceitos”. Ele defende o fim dos salários abusivos de deputados, juízes e desembargadores e membros dos tribunais de contas. Celso dos Santos Marlei, presidente regional da Associação Brasileira dos Engenheiros Eletricistas (ABEE), enfatiza: “Eu sempre achei esse Tribunal inútil e desnecessáro. Está na hora de acabar e cassar de uma vez por todas esses vitalícios inúteis sugadores do sangue do povo sulmatogrossense”.

Luiz Mitidiero é outro que se indigna com a vitaliciedade do cargo de conselheiro: “É necessário acabar com emprego vitalício. Fazer igual eleições, quatro anos de mandato e sem direito à reeleição. E trocar 50% (dos membros do Conselho), inclusive em todos os tribunais do País”. O servidor publico Elídio Filho propõe concurso publico e mudança das normas que regem o funcionamento do TCE, que precisa ser “mais transparente e independente do governo”. O comerciante Milton Milhomem sentencia, sem hesitar: “É um cabide de empregos vitalícios, de políticos em fim de carreira. Lamentável que exista esse tipo de tribunal”.

Irônica, Darcy Pinho expõe sua indignação recorrendo a uma peça publicitária muito popular: “Pra falar a verdade, o que adianta a gente saber de tanta coisa? Queria só saber qual é o lugar onde não se acha corrupção no Brasil. A resposta pode ser: no Posto Ipiranga”. E Jair Oliveira Nunes reforça: “Nesses anos todos de Mato Grosso do Sul nunca vi nada de útil que esse tribunal fez. Esses tribunais de contas dos estados só servem para colocar políticos em fim de carreira para ter cargos vitalícios. É só ver os que estão lá. Esses TCEs têm que ser extintos e arrumar outra forma honesta e correta para fiscalizar as contas dos municípios e estados”, sugere.

A opinião dos internautas reforça a expectativa de que pode ser retomada a mobilização que há alguns anos tomou conta das ruas de Campo Grande, quando, lideradas pela OAB-MS, dezenas de entidades civis reivindicavam ética e moralidade na política, tendo como principais motivadores as nomeações sem concurso, o nepotismo e a falta de critérios adequados para o funcionamento do tribunal de Contas.

Tal qual observou o leitor do MS Notícias Boni Miranda, referindo-se ao TCE-MS: “Alguns o chamam pelo apelido jocoso de Tribunal do Faz de Conta”. Ou como apontou Reinaldo Ribeiro: “Só serve pra cabide de emprego, pra acomodar aliados políticos e dar despesas ao Estado, ou seja, pra nós contribuintes, pagadores dos impostos”. No entender de Paulo Roberto Lessa, a Corte só é boa para quem vive á sua sombra: “Se fosse ruim, não teria senadora largando o mandato para ir para o Tribunal”.