27 de novembro de 2020
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NOVOS RUMOS

Movimento 'legalista sem ser extremista', quer virar partido e apoia Moro

Empresários criam movimento batizado Cidadão Democrático de Direito que é contra à Aliança pelo Brasil

Empresários da Região Sul do Brasil criaram um movimento político de defesa da Constituição e das instituições brasileiras, com a intenção de transformá-lo em partido para as eleições 2022 e para o qual o candidato dos sonhos é o ex-ministro Sergio Moro. A grande diferença segundo os propositores, é que trata-se de um partido com ideias legais, mas não assume extremismos. A informação é da Coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo

Cansados de insistir na tentiva de transformar o governo de Jair Bolsonaro em algo positivo. A iniciativa batizada Cidadão Democrático de Direito. Vê esperança em um personagem conhecido: o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro."Ele [Moro] seria o nosso símbolo, de um estado de legalista, que faz a coisa certa", afirmou Fábio Aguayo, diretor da Associação Brasileira de Casas Noturnas (Abrabar) e idealizador do movimento no sul do país.  

"Mas o movimento não é para ele [Moro] ser candidato ou lança-lo a nada, e sim para ter um meio de agregar seus amigos, seguidores, fãs e simpatizantes", diz ele. "Nós não somos porta-vozes dele [o ex-ministro]. Mas se um dia ele se quiser aventurar nisso [eleições], vai ter disponível alguma coisa com uma base genuína para ele, não contaminada por partidos", argumentou Aguayo.

O empresário cita como exemplo antagônico ao seu a Aliança pelo Brasil, projeto de partido encampado pela família do presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. "[O Cidadão Democrático] é um movimento de apoio à Constituição", diz.

"A ideia [do Cidadão Democrático de Direito] é fazer um contraponto [a outros movimentos políticos], mostrando de que dá para ser legalista sem ser extremista. Foi criado com o objetivo de ter pessoas que não concordam com [os grupos] atuais", disse Aguayo. "O objetivo é lançar um movimento fora do eixo Rio-São Paulo, aqui do sul, principalmente em Curitiba, que possa levantar essa bandeira", ressaltou.  

"Como estão tendo esses movimentos de intervenção [militar], de abaixo o STF [Supremo Tribunal Federal], esses rompantes antidemocráticos, a gente quer fazer um movimento para apoiar as instituições. Elas podem ter os defeitos, mas sem elas a gente não vive."

Aguayo afirma que o grupo está sendo orientado por especialistas em direito eleitoral, e que avaliam quando será iniciado o processo de coleta de assinaturas para viabilizar o movimento como partido político. "A gente tem que se preparar para tudo nessa vida", afirma ele.

FONTE:  Mônica Bergamo - Jornalista e colunista.