05 de agosto de 2021
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Retorno da Comissão Processante divide opinião de vereadores

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Com o anúncio nessa manhã da possível volta da sessão de julgamento realizada pela Câmara de Vereadores, onde poderá ou não ser decidido pela cassação do prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP), os vereadores possuem diferentes opiniões de como irão agir com essa novidade. Ontem, o secretário municipal de governo e relações institucionais, Pedro Chaves, afirmou que apesar de já contar com o vereador Chocolate (PP) na base do prefeito, ele ainda participará de mais uma reunião com a base aliada antes de se consolidar como vereador da situação. O vereador afirma que tem esperado por essa reunião desde o ano passado e que irá votar de acordo com a sua consciência, além de estudar se vai votar com base ou oposição pela possível cassação de Bernal. Já o parlamentar Carlão (PSB) afirma que não está na base do prefeito, porém, tudo que vier a acrescentar na sociedade ele irá votar a favor. Carlão lembra que a base não pode ser cega e que ela deve ter opinião própria. Carlão lembra que na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), o próprio vereador votava contra alguns projetos de Trad, e aproveita para fazer uma crítica ao prefeito que parece ser uma esteira “caminha, caminha e não sai do lugar”. Para o vereador, o prefeito nunca chegou nos 11 vereadores para sua base aliada e só possui até o momento oito. “Votei na primeira sessão de julgamento a favor do prefeito porque tinha compromisso com ele, agora não há nada firmado” de acordo com ele o prefeito da algo mas não termina o acordo, referindo-se as promessas de secretarias, por exemplo. O parlamentar Elizeu Dionísio(SDD) acredita que o poder legislativo vai poder voltar a fazer o seu trabalho, que é fiscalizar o executivo sem interferência de ninguém. Elizeu diz que se caso o prefeito quiser apresentar um circo ele deve ir até os altos da avenida Afonso Pena, em frente a casa do Papai Noel para montar uma tenda, pois na Câmara de Vereadores ele será julgado. P vereador interroga-se, pois sua dúvida é se as pessoas que vão comparecer na próxima sessão de julgamento serão as mesmas que o prefeito teria pago para comparecer na sessão passada. O vereador Edson Shimabukuro (PTB) reafirmou fazer parte da base do prefeito, e para ele o seu veto continua valendo.  “Hoje sou da base e voto junto com ele (Bernal), mas se não houver parceria voto contrário”, afirma. Shimabukuro da a entender que neste momento o prefeito começará a se mexer, pois ele só funciona sob pressão, dando a entender que  solicitações antigas do parlamentar podem ser revistas pelo executivo. Tayná Biazus e Diana Christie