05 de agosto de 2020
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Para Botareli persistência na realização do Leilão da Resistência é uma afronta a Lei

O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato do Sul), Roberto Botareli, afirmou na tarde de hoje que caso os produtores rurais contrariem a decisão judicial e insistam em realizar o Leilão da Resistência, a objeção somente demostraria o desrespeito da classe diante da Lei. “Se eles se julgarem acima da Lei e desacatarem a decisão, só posso entender que é a pura demonstração de afronto e desrespeito”, disse.

Na tarde de ontem durante a audiência pública “Paz no Campo” realizada na Câmara Municipal, o presidente da Acrisul (Associação dos criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, afirmou que contrariando a decisão judicial, o leilão vai ser realizado amanhã, tendo em vista o contraste entre o valor da multa a ser pago, R$200 mil e a quantia que pode ser arrecadada com a ação, cerca de R$ 3 milhões.

Sobre a afirmativa de Maia, Botareli avaliou. “Creio que ele quer demostrar força e dizer que eles são superiores a todo mundo, no entanto, ninguém está acima imposições da Lei, porém caso seja realizado caberá a juíza tomar as providências cabíveis e se possível mandar o aparato policial para fazer o flagrante e inibir a realização do leilão”, conclui o presidente.

Já para o vereador Zeca do PT a possível realização do evento alén de uma fronta ao poder judiciário age contra os princípios da democracia. "Caso se insista nisso, vamos ver na realidade o pensamento e atitudes de uma classe conservadora e raivosa que se considera dona da verdade", dispara.

Clayton Neves