23 de setembro de 2020
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'QUEDA LIVRE'

Popularidade de Bolsonaro desaba, revela CNN Brasil

Posicionamentos do presidente que o elegeu, ao extremo, enfraqueceu sua gestão e falta de ações efetivas desenham o término do 1º ano do bolsonarismo

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro caiu, informa pesquisa produzida pela XP em parceria com o Ipespe, e divulgada pela CNN Brasil nessa sexta-feira (20.março).  

De acordo com a pesquisa, o percentual de eleitores que classificavam a administração de Jair 'boa' ou 'ótima' caiu drasticamente, sainda de 34% para 30%. Já quem considera a gestão de Bolsonaro 'ruim' ou 'péssima' teve elevação, agora são 36% de brasileiros.  

Bolsonaro, em meio a pandemia, fracassa na economia, nos âmbitos de diálogo com os poderes e trava uma guerra em favor da religiosidade, o que pode ter enfraquecido sua liderança frente ao país. Após o gestor ter abandonado os caminhoneiros, sua decolagem foi inevitável. Seus filhos podem ter reforçado ainda mais a insatisfação do brasileiros, quando utilizam as redes sociais.  

É a pior avaliação positiva do governo desde o início da administração de Bolsonaro. A variação da popularidade da gestão ultrapassou a margem de erro da pesquisa, que é de 3,2%.

A XP e Ipespe ouviram por telefone 1000 pessoas em todo o território nacional entre os dias 16 e 18 de março.

A pesquisa também perguntou aos eleitores se a economia do país está no caminho correto: 48% afirmaram que não; 38%, que sim. O que segura Bolsonaro no poder, segundo líderanças de apoio a sua gestão, é o ministro da Justiça Sérgio Moro, aluns já chegaram a afirmar que se Bolsonaro demitir Moro o seu governo acaba.  

VEJA NO DOCUMENTO ABAIXO A PESQUISA COMPLETA: 

REDES SOCIAIS

No ambiente digital, a pandemia teve efeitos catastróficos para o presidente. 

Estudo do Torabit, com base em 4,1 milhões menções ao nome do político, aponta que Bolsonaro perdeu apoio nas redes sociais depois da chegada ao Brasil coronavírus, informou o Valor Econômico. 

Analistas da plataforma de monitoramento digital observaram, por 40 dias, publicações no Twitter, Facebook, Youtube, Instagram, blogs e sites que citavam Bolsonaro.

Foram 20 dias antes do primeiro caso confirmado de infecção por covid-19 no país, de 6 a 26 de fevereiro, e outros 20 dias depois desse marco, de 27 de fevereiro a 17 de março.

Do primeiro para o segundo momento, houve uma queda nas menções positivas ao presidente de 27% para 21% do total. Citações com teor negativo subiram de 30% para 41% do total. Ao mesmo tempo, menos gente ficou neutra - passou de 43% para 38%.

As palavras que acompanham o nome do presidente nas menções mudaram. Antes, Bolsonaro aparecia na internet associado a “imprensa”, “Congresso” e “PT”. Agora, vem acompanhado de “impeachment”, “panelaço” e “coronavírus”.

Como o recorte da pesquisa é o antes e o depois do primeiro caso da doença, é possível relacionar a perda de apoio de Bolsonaro nas redes à avaliação que a população fez das atitudes do presidente.

Em outra análise, centrada nos temas mais populares no Twitter, os trending topics (TTs), o levantamento mostra que as palavras de apoio a Bolsonaro deram lugar a críticas ao presidente. Antes, 76% do que entrava nos TTs era a favor de Bolsonaro e 24%, contra. Agora, 47% a favor e 53% contra.

Fonte: *Com Conversa Afiada