20 de janeiro de 2021
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Queda livre: aumenta reprovação popular ao governo de Bolsonaro

Segundo a CNT/MDA, declarações infelizes e outros escorregões fazem cair apoio ao presidente

O apoio dos brasileiros ao presidente da Republica vem perdendo a força dia a dia. Os bolsonaristas agora começam a viver mais do próprio barulho que fazem para manter acesa uma chama que chegou a incendiar o País e agora tem sua intensidade diminuída. As recentes pesquisas sobre a popularidade de Jair Bolsonaro (PSL) e avaliação de seu governo denunciam um quadro crescente de desencanto.

É o que revela o levantamento da CNT/MDA divulgada hoje (segunda-feira, 26), com os dados apurados entre os dias 22 e 25 deste mês. Os pesquisadores realizaram 2.002 entrevistas em 137 municípios de 25 estados. Na aferição objetiva dos resultados, ficou constatado que o índice de aprovação de Bolsonaro despencou de 57% para 41%. Esta é a consequência do aumento da avaliação negativa, que em fevereiro era de 19% e agora está em 39,5%.

O número de pessoas que classificam o governo como ótimo ou bom é de 29,4%, um índice 10% abaixo em comparação aos que consideram a gestão ruim ou péssima. Para 29,21%, o desempenho dele é regular. A desaprovação é manifestada por 53,7%, quase o dobro dos 28% apresentados em fevereiro deste ano. O índice dos que aprovam o governo é de 41%, um patamar de 16 pontos a menos que no início do ano, quando o presidente teve 57% positivos.

Enquanto 22,4% afirmam não encontrar qualquer ação positiva no governo, 6% dizem que não veem ação negativa. Entre as piores ações ou protagonismos do governo, os entrevistados destacam o decreto da liberação de posse e porte de armas (39,1%), o uso de comentários ofensivos (30,6%) e o contingenciamento de verbas da educação (28,2%). Expressiva também é a parcela dos que consideram um erro do presidente permitir que os seus filhos opinem sobre pessoas e deliberações de governo: 24,4%.

O combate à corrupção (29,6%), a segurança (27,5%) e o fim do horário de verão (18,1%) são os principais temas indicados por quem aprova Bolsonaro. A CNT/MDA aferiu ainda que só 36,6% têm expectativa de melhora na taxa de desemprego, 32,9% acreditam que a situação vai ficar igual e 28% supõem que vai piorar. Os trabalhadores não confiam em avanços na política salarial: 50% acham que vai ficar igual, 16,8% opinam que vai diminuir e 28,3% afirmam que a renda deve subir.