15 de junho de 2021
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Por resultados, Azambuja evita lotear para afirmar confiança e competência

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Uma das principais e reconhecidas qualidades no vitorioso currículo do governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) é a de saber com quem trabalhar. Criado e pós-graduado numa escola política de resultados, desenvolve uma das mais bem-sucedidas trajetórias da vida pública em Mato Grosso do Sul graças à exigente busca das melhores soluções e, com isso, das melhores ferramentas humanas e tecnológicas para executar seus projetos.

Formar uma base de inteligência para assessorá-lo implicou, desde o primeiro mandato – o de prefeito de Maracaju -, a constituição de uma equipe coesa e resolutiva, encorpada nas suas ideias e conceitos de gestão e de ação política.

Ao longo dos vários degraus que Azambuja já escalou, esses princípios se consolidaram e foram aperfeiçoados: prefeito de Maracaju em duas gestões, presidente da Associação dos Municípios (Assomasul), deputado estadual e federal, governador, sempre entre os mais votados. Até na única eleição que perdeu, a de prefeito de Campo Grande, teve na equipe de campanha um item pontual para transformá-lo no “campeão político” da disputa, ao chegar em terceiro lugar e levar o pleito para o segundo turno. Quase desbancou os favoritos e plantou a semente eleitoral que lhe deu a diferença esmagadora e decisiva para derrotar o petista Delcídio Amaral na sucessão sul-mato-grossense.

OS CRITÉRIOS - No primeiro dia de janeiro de 2015, daqui a pouco mais de um mês, Reinaldo Azambuja será governador para, em quatro anos, realizar a “mudança de verdade”, compromisso que adotou como marca de campanha. Não será nada fácil. Pelo contrário, será extremamente complexo. Para atingir tal objetivo, o trabalho duro começa desde já, no processo de transição, o primeiro grande desafio à inteligência e à verdade do que foi prometido pelo próximo governante. Para escalar o grupo que irá receber e avaliar as informações prestadas pelo governo que sai, Azambuja convocou aqueles a quem considera os melhores e mais indicados, balizando-se por critérios inegociáveis como a confiança, a competência, a experiência e a comprovada identidade com a política de resultados.

A seleção de Azambuja foi criteriosamente escalada, com nomes de capacitações específicas e conjunturais. Todos, no estribo da confiança pessoal, com delegações bem expressas; e alguns com o diferencial da identificação política, afetiva e ideológica, como são os casos de Ednei Marcelo Miglioli, Sérgio de Paula e do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul), Eduardo Riedel.

Enquanto uns se desdobravam nos afazeres exigentes das ações técnicas e de gerenciamento operacional, coube a Sérgio de Paula um dos papéis mais extenuantes e complicados da campanha. Ele veio cuidando da montagem que consolidou e ampliou a capilaridade da engrenagem político-eleitoral de Azambuja, cumpriu missões estratégicas e respondeu demandas desgastantes, conseguindo blindar o candidato de naturais armadilhas preparadas pelos adversários.

Azambuja faz questão de avisar que dos 15 membros de sua equipe de transição o único aceno para o primeiro escalão foi à vice-governadora eleita Rose Modesto, a quem, por vocação profissional e política, estaria reservada ou a Educação ou a Assistência Social. Mas Sérgio de Paula e Edinei Miglioli estão no plano estratégico de governança. Os demais - Eduardo Riedel, Alessandro Menezes, Carlos Alberto Assis, Ademar Jr, Felipe Mattos, Márcio Monteiro, Luiz Felipe de Oliveira, Nelson Tavares, Marcia Cecília Amêndola e Sílvio Maluf também estão credenciados, mas por enquanto são apenas partes de um colegiado provisório que vai durar até 31 de dezembro.

Edson Moraes