09 de maro de 2021
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Resultados de médio e longo prazo aparecem e dão novo gás a Duarte

Paciência. Este tem sido, seguramente, um dos principais ingredientes da receita do prefeito corumbaense Paulo Duarte (PDT) para construir, sem pressa, uma administração de resultados com efeitos duradouros. Não se deixou contaminar com a empolgação comum dos estreantes nesse tipo de mandato, quase sempre ansiosos para mostrar serviço, movidos pelo imediatismo de cravar suas marcas pessoais.

Em vez de perder tempo e recursos com obras e protagonismos a toque de caixa, que poderiam resumir-se a investimentos paliativos ou puramente de efeito midiático, Duarte preferiu guiar-se por um planejamento meticuloso para definir metas exequíveis e com garantia de execução em curto, médio e longo prazos. A curto prazo, o inadiável: prestação de serviços essenciais, especialmente em saúde e educação, responsabilidades que exigem respostas todos os dias, ainda mais numa cidade com mais de 100 mil habitantes e muitas demandas represadas.

A médio e longo prazos sobrariam os desafios mais difíceis, o que seria a parte amarga da receita: suportar a impaciência de uma população com expectativas apressadas nos variados níveis de intervenção do poder publico local. Durante cerca de três anos Paulo Duarte priorizou as mudanças estruturais e a inovação propiciada pelo planejamento técnico-científico, focalizando cenários de evolução econômica, social e cultural como a definição e a conceituação das propostas  de modernização urbana e a avaliação crítica e fiel do potencial e dos limites de crescimento da cidade.

Os resultados, enfim, começam a aparecer e passam a fornecer ao prefeito uma espécie de gás novo para respirar política e administrativamente com sobras de oxigênio. O reconhecimento da população é latente, diante de avanços captados por indicadores fiéis e de precisão para questões como as significativas melhorias na mobilidade urbana, no sistema de transporte coletivo, na acessibilidade, na função social da cidade e na participação popular.

Demandas - Na terça-feira, 12, Corumbá foi o primeiro dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul a realizar a rodada de palestras, debates e painéis da VI Conferência da Cidade, uma das obrigações de agenda nacional definida pelo governo federal (Ministério das Cidades) para capacitação e investimentos em demandas urbanas como a mobilidade, habitação, transporte e sustentabilidade. O tema (“A Função Social da Cidade e da Propriedade – Cidades Inclusivas e Socialmente Justas”) foi ideal para a vitrine em que o conteúdo e a forma da administração do prefeito Paulo Duarte pudessem ser aferidos em seus resultados.

O evento, promovido pela Prefeitura, Conselho Municipal da Cidade e Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico (Fuphan), deixou evidente, e para comparação de técnicos e da comunidade, o impacto e a dimensão dos avanços já concretizados e as lacunas que precisam ser preenchidas para que Salto - Corumbá potencialize seu salto futurista. Os debates envolveram abordagens como a conclusão do Plano de Mobilidade Urbana, a apresentação em audiência publica do Plano de Mobilidade Urbana e Rural e a amplitude da representação comunitária, classista e das inteligências na formulação de propostas e conceitos para o desenvolvimento, segundo destacou a arquiteta a diretora-presidenta da Fuphan, Maria Clara Scardini.

A atualização e a observação dos dispositivos do Código de Obras, instituído em 1972, também sinalizam o interesse de Paulo Duarte na qualificação de Corumbá como polo de indução da economia, com a expansão imobiliária, comercial, de serviços e de equipamentos públicos. Maria Clara ressalta o empenho em incentivar a cidade a cumprir seu Código de Obras e o Plano Diretor.

Nesse curso, antigos buracos onde patinava o funcionamento urbano foram fechados, quando o prefeito devolveu aos comerciantes e às receitas locais o espaço econômico dos negócios, então tomados pelo comércio informal de importados, e renovou o sistema de concessão do transporte coletivo publico. As duas medidas, hoje, são vistas como dos riscos mais vitoriosos da administração.

Outros frutos nascem destas sementes, como a reativação do Conselho das Cidades, o que fortalece e qualifica a gestão participativa; várias áreas publicas e particulares foram regularizadas, graças ao programa de regularização fundiária “Terreno Legal”; e o lançamento do “Meu Doce Lar”, o maior programa habitacional da cidade, com 1.200 unidades a serem entregues ainda este ano.

Politicamente, a soma dos benefícios e sua visibilidade amplificada nos efeitos sentidos pelos corumbaenses dão ao governo de Paulo Duarte uma reserva nova e volumosa de prestígio, fator primordial para um pré-candidato à reeleição.