30 de novembro de 2021
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Taxa de renovação da Assembleia ainda é difícil de prever

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<div>As chapas proporcionais só serão formatadas à medida que clarear com total nitidez o cenário de confrontos majoritários. Tradicionalmente, o eleitorado conservador vem ditando as cartas nesse compartimento específico de representação política
As chapas proporcionais só serão formatadas à medida que clarear com total nitidez o cenário de confrontos majoritários. Tradicionalmente, o eleitorado conservador vem ditando as cartas nesse compartimento específico de representação política
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Sem pesquisas criteriosas, objetivas e cientificamente abalizadas, é quase impossível prever com exatidão qual será o tamanho da renovação de nomes na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul depois das eleições deste ano.
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As chapas proporcionais só serão formatadas à medida que clarear com total nitidez o cenário de confrontos majoritários. Tradicionalmente, o eleitorado conservador vem ditando as cartas nesse compartimento específico de representação política no Estado. Mas as surpresas já estão sendo postas há algum tempo e podem surpreender os mais experientes papões de votos.
São 24 os deputados estaduais em Mato Grosso do Sul. A saber:
Do PMDB: Jerson Domingos, Marquinhos Trad, Maurício Picarelli, Júnior Mochi e Eduardo Rocha.
Do PT: Cabo Almi, Laerte Tetila, Pedro Kemp e Amarildo Cruz.
Do PSDB: Márcio Monteiro, Dione Hashioka, Onevan de Matos e Rinaldo Modesto.
Do PR: Londres Machado, Paulo Corrêa e Antonio Carlos Arroyo.
Do PTdoB: Márcio Fernandes e Mara Caseiro.
Do PDT: Felipe Orro e George Takimoto.
Do Pros: Lauro Davi e Osvane Ramos.
Do DEM: Zé Teixeira.
Do PEN: Lídio Lopes.
Da relação, em princípio dois deputados estaduais não tentariam a reeleição, Jerson Domingos e Londres Machado. O primeiro, propenso a deixar a política e abrir espaço para o ingresso da irmã, Tereza Name, enquanto acaricia a expectativa de uma vaga vitalícia entre os sete conselheiros do Tribunal de Contas (TCE-MS). Recordista nacional de mandatos consecutivos - um de vereador e 11 de deputado estadual -, Londres Machado pode estar de pijamas prontos para dar seu lugar na Assembleia à filha Grazielle, vereadora em Campo Grande.
Mas as sondagens indicam que outros parlamentares acalentam novos projetos. O tucano Márcio Monteiro sonha assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, mirando o espólio eleitoral de Reinaldo Azambuja, se este entrar na disputa majoritária como candidato ao Senado ou ao Governo.
Especula-se ainda que o PT, no caso de chapa pura, teria Pedro Kemp entre suas principais opções. Ainda no fértil território e criativo das especulações, Zé Teixeiria figura como oferta do Democratas para uma chapa majoritária com PT...ou PMDB.
Vale observar que dos 24 atuais parlamentares um ocupa o posto interinamente: é Rinaldo Modesto, que breve devolverá a cadeira a Carlos Marun (PMDB), que disputará a reeleição e desta vez para cumprir o mandato, já que não terá mais um André Puccinelli no governo para lhe oferecer a Secretaria de Habitação e Cidades ou outra Pasta onde possa desenvolver suas habilidades de gestor.
A concorrência será acirradíssima, temperada pela presença já anunciada de ex-detentores de mandatos com forte influência eleitoral em redutos microrregionais, como nos casos de Corumbá, do ex-prefeito Ruiter Cunha (PT), e de Ponta Porã, do ex-prefeito Flávio Kayatt (PSDB). A Grande Dourados, por exemplo, estará congestionada. Além dos atuais deputados George Takimoto (PDT), Laerte Tetila, Zé Teixeira e Lauro Davi, os votos domésticos serão disputados, entre outros e outras, por João Grandão (PT) e Délia Razuk (PMDB).
Congestionamento-mor está previsto para Campo Grande, a "terra de ninguém" ou de todos nas eleições proporcionais do Estado. Dos 29 vereadores, estima-se que um terço deles estarão inscritos para a correria em busca de um gabinete no Palácio Guaicurus. E a relação aumenta com a inserção de notáveis da política que têm tudo para frequentar o núcleo dos mais competitivos, como Tereza Name e Youssif Domingos.
Edson Moraes, especial para MS Notícias