21 de abril de 2021
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APURAÇÃO | DEPUTADO DO PSL

Trutis recebe um "não" de Toffoli ao tentar barrar investigação da PF sobre ataque

Tutis disse à PF que em 16 de fevereiro deste ano teria sido vítima de atentado na BR-060, no entanto, na ocasião do tiroteio seu carro foi atingido em ângulos que a PF provou que seria impossível ele e um assessor saírem ilesos

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Após a Polícia Federal indicar que suposto atentado contra o deputado federal Loester Trutis (PSL), não passou de uma simulação, a defesa do político tenta a todo modo trancar a investigação, mas nessa 4ª-feira (30.dez) o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido de habeas corpus que tracaria oo inquérito.  

Toffoli disse que o pedido deve ser analisado pela ministra Rosa Weber, relatora da Operação Tracker na corte. “A análise dos autos revela que o caso não se enquadra na hipótese excepcional do art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, concluiu o magistrado, encaminhando o caso para o relator do inquérito.

A defesa de Trutis tentou ao longo de 49 páginas, desqualificar o inquérito conduzido pelo delegado Glauber Fonseca de Carvalho Araújo, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. “Ocorre que entre a primeira linha de investigação e a segunda do inquérito policial, não foram os investigados sequer chamados para confrontar-se ou realizada qualquer tipo de acareação, e também, as provas produzidas foram totalmente direcionadas pelo Delegado de Polícia justamente para a tese de falsa comunicação de crime”, afirmou.

Tutis disse à PF que em 16 de fevereiro deste ano teria sido vítima de atentado na BR-060, no entanto, na ocasião do tiroteio seu carro foi atingido em ângulos que a PF provou que seria impossível ele e um assessor saírem ilesos. A situação teria ocorrido entre Campo Grande e Sidrolândia, durante a madrugada. Na ocasião, Trutis, que é defensor assíduo do porte de arma, disse que só saiu ileso porque revidou. 

Contudo, o delegado acabou encontrando indícios de que o parlamentar e o assessor simularam o atentado em uma estrada vicinal. A tese de Trutis teria sido desmontada com base em imagens do GPS do carro, câmeras de segurança e análise de peritos da Polícia Federal.

O deputado federal chegou a ser preso na Operação Tracker, deflagrada a três dias do primeiro turno das eleições municipais, por porte ilegal de um fuzil. No entanto, ele acabou solto no mesmo dia, sem pagamento de fiança, por determinação da ministra Rosa Weber. A respeito do assunto, ele usou as redes sociais para atacar os jornais e dizer que não foi preso, no entanto ele foi.