27 de setembro de 2020
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Vereadores divergem opiniões sobre criação da CPI da Folia

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande dividem opiniões quando o assunto é a criação da CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) da Folia. Devido a isso, uma audiência pública com a presença da titular da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Juliana Zorzo será realizada na próxima semana, a intenção é que Zorzo apresente os documentos que comprovam as irregularidades dentro da fundação. De acordo com os vereadores, a data da audiência ainda não foi definida, mas será realizada preferencialmente na próxima semana.

A intenção é realizar uma prestação de contas sobre o carnaval deste ano, mas alguns vereadores não concordam nem mesmo com a realização da audiência. O vereador Airton Saraiva (DEM) destacou que não tem necessidade de realizá-la, mas confessa que é favorável que haja uma reunião entre Zorzo e os vereadores. “Não tem necessidade de realizar uma audiência pública, mas sou favorável que a Juliana Zorzo se reúna com os vereadores e apresente os documentos. No primeiro momento eu não vejo necessidade da criação de uma CPI”.

Ao contrário de Saraiva, o vereador Paulo Siufi (PMDB) garantiu que está colhendo assinaturas para que a CPI seja instaurada o mais rápido possível. “Já tenho oito assinaturas, da vereadora Carla Stephanini (PMDB), Delei Pinheiro (PSD), Carlão (PSB), Coringa (PSD), a minha, Eduardo Romero (PT do B), Chiquinho Telles (PSD) e Otávio Trad (PT do B). Se existem irregularidades temos que ir para o pau, essa CPI deve seguir os moldes da CPI do Calote. Onde já se viu sumir documentos da Fundac como foi anunciado pela Zorzo?”, afirma Paulo Siufi. Para que a CPI seja criada, é necessária a assinatura de dez vereadores.

Segundo o vereador Chiquinho Telles (PSD), as irregularidades existentes na Fundac devem ser apontadas através de uma audiência para que os vereadores tomem conhecimento de como está a situação da fundação. “Sou favorável que a audiência seja realizada, a Juliana tem que mostrar a situação da secretaria, tem que mostrar como ela pegou a Fundac”, ressalta Chiquinho.

Outro questionamento que esquentou a sessão desta terça-feira foi de a realização da Quinta Gospel na Capital. “Por que tem quinta gospel? A Fundac agora será o braço dos evangélicos? Por que não abrem espaço para os católicos, espiritas, muçulmanos?", questiona o vereador Paulo Pedra (PDT).

Defendendo os evangélicos, o vereador Elizeu Dionísio (SDD), acredita que os todos os evangélicos são perseguidos e questiona o motivo de não poder haver a quinta-feita Gospel, já que a música é cultura. Já o vereador Herculano Borges (SDD) ressaltou que 40% da população da Capital é evangélica e merece desfrutar do evento. “40% da população de Campo Grande é de fé evangélica e os evangélicos têm direito a ter esses eventos. Música gospel é cultura”, afirma o vereador.

Dany Nascimento e Tayná Biazus